terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Pentágono financia projecto de desenvolvimento de organismos sintéticos imortais


A agência do Pentágono DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) vai investir seis milhões de dólares para a pesquisa na criação de organismos sintéticos com capacidade de viverem para sempre.

O DNA desses organismos será manipulado para os fazer imortais ou morrerem quando lhes for indicado. Este projecto para criar vida artificial será desenvolvido a partir deste ano e poderá ter propósitos militares.

O projecto, intitulado «BioDesign», foi apresentado no programa de financiamento para 2011 desta agência e já está a provocar polémica.

Em alguns meios de comunicação já se fala da criação de “replicantes”, como no famoso filme de Ridley Scott, «Blade Runner», baseado livro de ficção científica escrito em 1968 por Philip K. Dick.

O que se pretende, pode ler-se no resumo do projecto é “eliminar a aleatoriedade do avanço evolutivo natural, principalmente através da engenharia genética e das tecnologias de biologia molecular, para se conseguir produzir um determinado efeito”.

No documento diz-se ainda que o objectivo é “desenvolver uma sólida compreensão dos mecanismos colectivos que contribuem para a morte da célula de modo a permitir a criação de uma nova geração de células regenerativas que podem ser programadas para viver indefinidamente”.


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segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

O BioC.E.L. espera por TI !!

O BioC.E.L. (Bio Conselho de Estudantes de Biologia) procura alunos interessados, com mentalidade visionária e espírito de equipa.
Se estiveres motivado para trabalhar connosco em prole dos alunos do nosso curso, contacta-nos através do e-mail: biolusofona@gmail.com.

Fóssil de tartaruga com 90 milhões de anos descoberta por portugueses

Paleontólogos portugueses descobriram o fóssil de uma espécie de tartaruga ainda desconhecida, com 90 milhões de anos, durante uma expedição científica a norte de Luanda, anunciou em Lisboa fonte da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa.
Em comunicado, salienta-se que a descoberta ocorreu em Abril de 2005 nas rochas cretácicas a norte de Luanda pelo paleontólogo Octávio Mateus, da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã. O estudo contou com a participação de paleontólogos de Portugal, Estados Unidos, Angola e Holanda.

O achamento do crânio fóssil de tartaruga marinha de grandes dimensões ocorreu durante uma expedição da «National Geographic», com o paleontólogo norte-americano Louis Jacobs, da Southern Methodist University, autor do livro «Em busca dos dinossauros africanos». O projecto contou ainda com a colaboração da Universidade Agostinho Neto, de Angola.
A descoberta foi baptizada de Angolachelys mbaxi, em que o nome Angolachelys significa “tartaruga de Angola”, e mbaxi é a palavra em kimbundo, língua do noroeste de Angola, para tartaruga. Segundo o estudo publicado numa revista científica da especialidade, liderado pela equipa portuguesa, reconhece a existência de um grupo distinto de tartarugas marinhas ao qual dá o nome de Angolachelonia.

Este tipo de tartarugas evoluiu no Atlântico norte e a Angolachelys é o primeiro fóssil descoberto deste grupo no hemisfério sul, após a abertura do Atlântico sul, há 100 milhões de anos. A descoberta hoje anunciada sucede à do lagarto marinho Angolasaurus, feita na mesma área, em 1964, numa descrição de Miguel Telles Antunes, e sugere o Atlântico sul como um corredor de passagem para répteis, o que permite ajudar à “compreensão das migrações da fauna marinha com a abertura do Atlântico sul”, lê-se no comunicado.

“Actualmente existem numerosas espécies dos dois grupos em África, mas o mesmo não ocorria há 90 milhões de anos, e a Angolachelys é a mais antiga tartaruga criptodira de todo o continente”, conclui o comunicado.

Informação Retirada do site

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Seminário “A Neve – importância natural, cultural e económica”


A serra da Estrela constitui a região do território português em que, por regra, se registam as precipitações mais elevadas e os valores de temperatura mais baixos, sendo, naturalmente, o local onde a queda de neve é mais regular e abundante.
Embora a neve e as paisagens nevadas sejam consideradas, em grande medida, apenas um suporte físico para a realização de desportos de Inverno ou como um meio de diversão, não deve ignorar-se o facto de que na forma sólida se encontram armazenados cerca de três quartos da água potável do planeta Terra e que a sua fusão permite a recarga lenta e gradual dos aquíferos, linhas de água, lagos e barragens. Por outro lado, as condições adversas dos climas de montanha têm um profundo impacto na ecologia, fisiologia, comportamento e distribuição dos seres vivos, bem como sobre os modos de vida das populações humanas que habitam nestas regiões.
Assim, a realização deste encontro tem como objectivo principal abordar aspectos ambientais, científicos e económicos dos ecossistemas de montanha e, em particular, do recurso neve, e deverá considerar temáticas tão diversas como a Geomorfologia, a Climatologia, a Botânica, a Zoologia, a Antropologia, o Desporto e o Turismo.
Consultar também o Programa, a Organizaçao e o Alojamento.
Ficha de Inscrição e preço da inscriçao disponível aqui.
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Cão da pradaria pode ter a linguagem mais avançada do mundo animal



O cão da pradaria de cauda curta (Cynomys gunnisoni) pode ter a linguagem mais sofisticada do mundo animal, de acordo com Con Slobodchikoff, investigador do departamento de Biologia da Northern Arizona University que estuda há vários anos o reportório vocal deste pequeno roedor.

De acordo com o investigador, com um único latido, o cão da pradaria de cauda curta consegue alertar sobre o tipo e a direcção de um predador. Caso esta descoberta seja confirmada por estudos mais complexos, poder-se-á dizer que estes roedores comunicam entre si de uma forma mais complexa do que os macacos ou os golfinhos.
Para realizar a sua investigação, Slobodchikoff, juntamente com a sua equipa, acompanhou ao longo de 30 anos estes animais, gravando os seus sons em diferentes circunstâncias. Além disso, foram realizadas diversas experiências, em que os investigadores apresentavam diferentes modelos de predadores, como coiotes, falcões ou texugos, e gravavam as diferentes respostas dos cães da pradaria perante estes animais.

"Cães da pradaria têm a linguagem natural mais complexa descodificada até agora. Têm palavras para diferentes predadores e para descrever as características individuais de predadores diferentes, por isso é uma língua muito complexa, que tem muitos elementos", afirmou Slobodchikoff.

Os investigadores consideram que, por estes roedores enfrentarem tantos predadores, desenvolveram sons diferentes para qualificá-los, usando latidos que contêm números diferentes de vocalizações rítmicas e modulações de frequência. Deste modo, verificaram que, apesar de os cães da pradaria terem tonalidades vocais diferentes, tal como os humanos, usam as mesmas “palavras” para descrever os mesmos predadores, permitindo que o alarme seja entendido pelo resto da colónia.

Segundo Slobodchikoff, um único latido poderia significar “coiote magro ao longe, movendo-se rapidamente em direcção à colónia”, consoante a variação da modulação e da harmonia do latido, transmitindo-se assim informações sobre cor, tamanho, direcção e velocidade de um predador.

Num documentário exibido pela BBC, Slobodchikoff revela as suas conclusões, demonstrando que o latido do cão da pradaria é diferente para alertar para a ameaça de um texugo ou de coiotes. Como os coiotes caçam de surpresa, os roedores responderam fugindo instantaneamente logo depois do alerta. Já quando se tratou da ameaça de um texugo, visto que estes cavam tocas, os cães da pradaria ficaram apenas vigilantes.


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Férias vs Stress

É na altura dos exames que mais nos apetece pensar em férias!

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sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Anúncio de Bolsa de Investigação _ INSA

Data Limite : 19 Fevereiro 2010
O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge – Departamento de Doenças Infecciosas, informa que estão abertas as candidaturas para um lugar de Bolseiro de Investigação, no âmbito do projecto de Co-promoção financiado pelo program qREN referência nº 3515 “Teste Fh8", que terminará em Dezembro de 2011.

O trabalho a desenvolver pelo candidato deve centrar-se na produção e manutenção de material biológico para a realização de infecções experimentais com Fasciola hepatica, realização e monitorização de infecções com F. hepatica, produção e isolamento de proteínas recombinantes e implementação de processo de gestão de qualidade, prevendo-se o inicio da actividade, do candidato escolhido como Bolseiro, a 15 de Março de 2010.

Local onde a actividade do Bolseiro vai ser desenvolvida: Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Centro de Saúde Pública Dr. Gonçalves Ferreira, Departamento de Doenças Infecciosas, Porto.

Prazo de Candidatura: 04.02.2010 a 19.02.2010

Os candidatos deverão preencher os seguintes requisitos:

  • Licenciatura na área das Bioquímica, Ciências Veterinárias, Ciências da Saúde e afins.
  • Prática de trabalho laboratorial na área da manutenção de vectores intermediários para a F. hepatica (Lymnea truncatula) preparação de material infectante (metacercárias de F. hepatica) e a nível de infecções experimentais com este parasita.
  • Conhecimentos práticos na área de produção, isolamento e análise de proteínas recombinantes.

As candidaturas serão avaliadas: pelo Júri, Prof. Doutor José Manuel Correia da Costa, Doutor António Manuel Oliveira Castro e a Doutora Susana Adelaide Rodrigues de Sousa. A avaliação terá em conta a formação académica, o perfil curricular e a experiência em investigação científica relevante para o projecto.

Das candidaturas deverão constar os seguintes documentos:

  • Curriculum vitae detalhado e assinado;
  • Certificado de habilitações autenticado;
  • Requerimento ao responsável do projecto.

As candidaturas deverão ser dirigidas a: Doutor António Manuel Oliveira Castro, Unidade de Investigação, Departamento de Doenças Infecciosas, Centro de Saúde Pública Dr. Gonçalves Ferreira, Rua Alexandre Herculano, nº 321, 4000-055 Porto, ou por mail, para: antonio.castro@insa.min-saude.pt

Mais informações aqui

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Dia Aberto no ITQB: 27 de Fevereiro das10h às 17h

O ITQB leva-te a conhecer um laboratório de Investigação Ciêntífica

Celebrando o Ano Internacional da Biodiversidade, os investigadores do ITQB convidam-no para um dia a saber a ciência.
No dia 27 de Fevereiro (sábado) das 10h às 17h queremos que investigue connosco!
Nesta 6ª edição do Dia Aberto, vamos ter exposições e demonstrações, visitas aos laboratórios, experiências para todos, bioarte, e muitas oportunidades de conversa: uma grande (bio)diversidade de actividades pensadas especialmente para este dia.
Este ano, queremos acima de tudo mostrar-lhe a DIVERSIDADE que torna o ITQB num instituto tão especial:

Nos temas a que nos dedicamos
química, biologia, bioquímica, genética, biotecnologia

Nos métodos que usamos
experiências in vivo, in vitro, in silico

Nos organismos que estudamos
archaea, bactérias, fungos, plantas e animais

E até nos investigadores
altos e baixos, novos e velhos, portugueses e estrangeiros, químicos, físicos, bioquímicos, biólogos, agrónomos, farmacêuticos e engenheiros

Programa:

A ciência está in - in vivo, in virtro, in silico
Há ainda muito por descobrir e o segredo está também nos diferentes modos de olhar, Descubra os projectos de investigação em curso e as estratégias usadas no ITQB.

Laboratórios da Biodiversidade
Os seres vivos são todos iguais ou todos diferentes?

Um microscópio para ver átomos (maiores de 12/inscrição no local)
Visita guiada ao difractómetro de raios-X

Escutar as conversas dos átomos (maiores de 15/inscrição no local)
Visita guiada ao Centro de Ressonância Magnética Nuclear (CERMAX)

Impossible Gardens
Uma bioinstalação de Patrícia Noronha, artista plástica residente

Ciêntistas: mas afinal o que é isto?
11h00 e 14h30 - Um ciêntista é um chef de cozinha? António Lopes
12h00 e 15h30 - Um ciêntista é um detective? Teresa Crespo

A Ciência no seu Habitat (maiores de 12/inscrição no local)
Visita guiada a Laboratórios

E se experimentássemos? (para todos)
Conheça conosco a emoção de descobrir experimentando

Ser Ciêntista
Num ambiente descontraído, e no tempo de um café,descubra as pessoas por trás da investigação: da ciência às motivações pessoais, das alegrias às frustrações do dia-a dia às oportunidades de carreira.

Esperamos por si!

Retirado do site

Semana de Voluntariado RIAS: 13 a 21 de Fevereiro de 2010



O RIAS (Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens) encontra-se ainda em fase de remodelação e arranjo de estruturas. Para tal, necessita da colaboração de todos os interessados para uma semana de trabalho e convívio onde serão realizadas tarefas variadas:
- Arranjo de redes das jaulas exteriores
- Pintura de instalações
- Construção de uma bancada na área de lavagem
- Construção e colocação de poleiros e caixas abrigo
- Limpeza de vegetação das jaulas

Durante toda a semana haverá ainda algumas actividades lúdicas paralelas, destacando-se a Festa de Carnaval (dia 16 - 2ª feira) com a temática “Fauna Autóctone” onde todos os participantes terão de se fantasiar de acordo com o tema.


Para mais informações consultar o blog do RIAS aqui.

Peixes têm memória e grande capacidade de aprendizagem



O velho mito de que a memória de um peixe é reduzida a uma fracção de segundos foi mais uma vez desmentido por um estudo que concluiu que os peixes não só conseguem lembrar-se dos seus predadores por pelo menos um ano, como ainda têm uma capacidade de aprendizagem excelente.


Isto significa que o comportamento [dos peixes] é, ao contrário do que se pensava, altamente flexível”, disse à BBC o coordenador do estudo, Kevin Warburton, investigador da Universidade Charles Sturt, na Austrália.


De acordo com Warburton, que analisou detalhadamente o comportamento dos peixes de água doce da Austrália, particularmente a perca prateada, comum naquela região, os peixes podem lembrar-se de seus predadores, mesmo após um único encontro. O mesmo acontece com qualquer objecto que possa representar uma ameaça para o animal.


Se um peixe morde um anzol e consegue escapar, guarda esta experiência na sua memória e é muito difícil que volte a morder um anzol numa segunda oportunidade”, exemplificou o investigador, acrescentando que o desconhecimento sobre o comportamento dos peixes leva muitas vezes a achar-se que quando não há pesca numa determinada região é porque se esgotaram os recursos ou que então já lá não há peixe. “Na realidade o que pode ocorrer é que os peixes estão ali, mas não caem na armadilha”, explica.


Além disso, os peixes aprendem a conhecer profundamente o seu ambiente e a associar a abundância de alimentos ou os perigos com determinados lugares. Deste modo, recorrem a esta informação para identificar alternativas no caso de surgir alguma ameaça ou para traçar as suas rotas favoritas.


Outra das características identificadas foi a sofisticação do processo utilizado pelos peixes para a tomada de decisões. “Os peixes preferem a companhia dos peixes que lhe parecem familiares, já que podem ler o seu comportamento mais facilmente” e “escolhem unir-se a um cardume porque nadar em grupo lhes traz benefícios em termos de protecção diante dos predadores e na busca de alimentos”,esclarece o investigador.


Para testar a memória dos peixes, Warburton e a sua equipa estudaram os peixes no seu ambiente natural, analisando a sua relação com as características próprias do seu habitat. Posteriormente transferiram alguns exemplares para um laboratório, onde estudaram os seus movimentos e reacções.


Para Warburton, a habilidade dos peixes para lembrar e para aprender é tão complexa que “estudar o seu comportamento permitir-nos-á também aprender algo sobre nossa própria conduta”.


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Descoberta de nova espécie marinha em Portugal

A equipa de biólogos da Universidade de Aveiro acaba de apresentar ao mundo o verme marinho, Diopatra micrura.

Descoberto na ria de Aveiro, no canal de Mira, este verme de cor acastanhada, com seis centímetros de comprimento, desempenha um papel ecológico importante pois é uma "peça" fundamental na cadeia alimentar. Muitas aves e peixes dependem deste verme.

Na zona da ria de Aveiro, chamam-lhe "casulo", por viver dentro de um tubo segregado pelo animal. Até há pouco tempo, apenas se conhecia uma espécie do mesmo género deste verme marinho, na Europa, o Diopatra neapolitana, identificado em meados do século XIX. Na ria de Aveiro e noutras lagoas e estuários portugueses e europeus, o Diopatra neapolitana é conhecido pelo seu interesse económico, pois é vendido como isco para a pesca. Esta nova espécie é encontrada ao largo de Aveiro, da Nazaré, da baía de Cascais e em Vila Real de Santo António.


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quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Human Habitat 2010

O ciclo de conferências Human Habitat 2010, trata-se de um ciclo de 10 apresentações, concebido e coordenado pela Iniciativa Construção Sustentável, numa parceria com o Oceanário de Lisboa e com o Parque Expo.

O foco destas conferências está nas cidades, locais onde habita mais de metade da população do planeta. Serão dadas a conhecer novas perspectivas do desenvolvimento urbano sustentável segundo quatro temas estruturais: a resiliência, a dimensão humana, os metabolismos dos sistemas que as suportam e as transformações expectáveis.

Dez oradores de reconhecido mérito internacional, irão partilhar as suas visões holísticas e poderosas, sobre os novos modelos de desenvolvimento urbano sustentável, renovando a confiança e a energia de que precisamos para, também nós, promovermos o desenvolvimento sustentável das nossas cidades. Para que a sociedade consiga responder, com sucesso, aos desafios e responsabilidades inerentes ao desenvolvimento sustentável, é importante explorar e partilhar os conhecimentos e as experiências relevantes através de um diálogo franco e directo entre oradores e participantes.

As Conferências terão lugar ao fim da tarde, em auditórios no Parque das Nações, sendo a entrada livre,mediante pré-inscrição.

Toda a informação relevante sobre o programa, sobre os oradores convidados e sobre as inscrições pode ser consultada em http://www.humanhabitat.pt/ .

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sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Identificadas cores de penas de dinossauros pela primeira vez


O conhecimento científico sobre dinossauros é muito vasto, mas até agora nada se sabia sobre as suas cores, uma vez que peles e pigmentos não se preservam ao longo de milhões de anos. Contudo, um grupo de investigadores chineses, irlandeses e britânicos conseguiu identificar pela primeira vez as cores de penas de dinossauros e de algumas das primeiras aves, descrevendo os resultados desta investigação na revista Nature.
Verificaram assim que o dinossauro terópode Sinosauropteryx, que viveu há cem milhões de anos, tinha uma plumagem que alternava entre o laranja e o branco e que o Confuciusornis, uma das primeiras aves, possuía uma panóplia de cores que variavam entre o branco, preto, laranja e castanho. Além disso constataram que as penas surgiram antes das asas, pelo que inicialmente não funcionavam como estruturas de voo.
Foram analisados dois tipos de melanossomas, pequenos órgãos que contêm melanina e dão cor às penas, comuns aos dois animais supracitados e que foram descobertos em fósseis encontrados em Jehol, na China. O estudo refere que o Sinosauropteryx tinha apenas a cauda e o topo do dorso cobertos por penas que se assemelhavam a pelos rijos e não às dos pássaros modernos.

De acordo com os autores, esta descoberta pode abrir portas a novas questões acerca da história evolutiva das penas e da sua base genética. "A nossa investigação fornece novas pistas sobre as origens das penas", explicou Mike Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol e um dos cientistas da equipa.

Segundo Mike Benton, os dados obtidos "contribuem para solucionar um antigo debate sobre a função original das penas, que se pensava poderem ser a do voo ou a protecção térmica", sabendo-se agora que não surgiram com esses propósitos.Os investigadores acreditam assim que as penas surgiram como agentes coloridos para exibição e que só posteriormente tornaram-se úteis para o voo e protecção térmica.


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quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Primeiro filme de chimpanzés passa hoje na BBC


A BBC apresenta hoje o primeiro filme de sempre filmado por chimpanzés. A gravação, parte de um documentário de história natural, foi feita a partir de câmaras ergonómicas concebidas por primatologistas, fazendo o filme parte de um estudo científico sobre como os chimpanzés vêem o que os rodeia.

O filme será exibido no programa "Chimpcam" da BBC Two.
Segundo a própria BBC conta na sua página, a ideia deste filme foi de Betsy Herrelko, que está a fazer um doutoramento em comportamento de primatas na Universidade de Stirlin. Ao longo de um ano e meio, o sistema foi introduzido em onze chimpanzés numa ala do Jardim Zoológico de Edimburgo, Reino Unido.

A experiência passou por ensinar os chimpanzés a usar um ecrã táctil para seleccionar diferentes vídeos, investigando assim os animais que preferiam assistir, e dar aos macacos uma denominada "Chimpcam". Começaram por não ligar muito à experiência, mas com o decorrer da experiência notou-se um aumento do interesse. Nomeadamente com o visor da “Chimpcam”.

Herrelko diz que ainda falta analisar os dados antes de elaborar os resultados.


retirado so site


Veja aqui o site do projecto "Chimpcam".

Subida do nível das águas põe em risco Ria Formosa



A subida do nível médio das águas do mar e as sucessivas tempestades marítimas registadas recentemente no Algarve são o motor de arranque para a área da Ria Formosa minguar nas próximas décadas e para obrigar à migração das ilhas barreira para terra.As cinco tempestades marítimas registadas em apenas um mês no Algarve, com galgamentos oceânicos sobre o cordão dunar, provocaram o recuo da linha de costa e o derrube de 20 casas junto à Ria Formosa. Mas as consequências imediatas são só a ponta do iceberg.
"Numa perspectiva de subida do nível médio do mar, prevê-se que haja uma migração efectiva das ilhas barreira para o interior e, por isso, toda a área costeira pode vir a migrar de forma paulatina", observou Óscar Ferreira, geólogo e especialista em dinâmica costeira da Universidade do Algarve.

O investigador não quer entrar em alarmismos imediatos, mas em entrevista à agência Lusa menciona que se trata da evolução natural devido à subida do nível médio do mar, que pode ser mais rápida e potenciada pelo registo de tempestades marítimas.

Os riscos associados à migração das ilhas barreira para o interior podem prevenir-se com a diminuição directa da ocupação humana da Ria Formosa, nomeadamente não "bordejando o sistema lagunar com ocupação em cimento", alertou.

"Quando essas áreas estão ocupadas por nós [seres humanos] de forma maciça, o que acontece é um encolhimento do sistema que contribui para aumentar a sedimentação dos canais, perda da troca de circulação da água e da sua qualidade", explica o especialista, acrescentando que “se as ilhas barreira não puderem migrar livremente para o interior, a dimensão da Ria Formosa vai diminuir, destruindo ou danificando valências ambientais únicas como os sapais ou as pradarias marinhas".

O especialista salientou ainda que se houver perda parcial do ecossistema, poderá também haver uma diminuição da qualidade ecológica do sistema e da sua qualidade económica, referindo-se, por exemplo, à actividade de mariscultura."Se não houver uma boa renovação da água, acaba por se perder a qualidade de todo o ecossistema", observa, recordando que a sobrevivência dos organismos e de toda a economia relacionada fica em perigo.

Na opinião do cientista, os planos de ordenamento da orla costeira devem integrar as consequências das alterações climáticas globais, nomeadamente a subida do nível do mar, mas "raramente os planos de gestão costeira contemplam a dinâmica dos sistemas naturais".


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quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Diabetes pode ser diagnosticada décadas antes de aparecer

Investigadores garantem que é possível prever a doença desde a pré-adolescência


Um estudo publicado no último número da “Archives of Pediactrics & Adolescent Medicine” abre caminho para travar o crescimento da diabetes tipo 2.

Conhecer quem corre um maior perigo de sofrer da doença é a forma de começar desde cedo com medidas de prevenção, que se resumem sobretudo a um estilo de vida saudável.

Os responsáveis pela investigação, do Hospital Infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos, comprovaram que é possível prever o aparecimento da doença desde a pré-adolescência com indicadores simples e de utilização corrente nas consultas médicas.

Sabe-se que uma criança que não faça exercício físico e se alimente mal terá pior saúde quando for adulto e corre mais risco de sofrer de certas doenças, como a diabetes tipo 2. Mas há questões mais concretas, por exemplo: quando é que o excesso de peso é preocupante ou que implicações poderão surgir pela tensão arterial elevada?

Os investigadores observaram o estado de saúde de quase dois mil indivíduos quando tinham nove e 10 anos de idade e após nove e 26 anos. Nas análises observaram a tensão arterial, o Índice de Massa Corporal (IMC), a glicose no sangue, os antecedentes familiares desta patologia e os níveis de colesterol e triglicerídeos, entre outros parâmetros.

Prevenir pode ser solução

Finalizados os testes, os cientistas constataram a veracidade da sua hipótese inicial: os adultos que desenvolveram a patologia eram aqueles que tiveram piores pontuações nos marcadores estudados durante a sua infância.

Nem todas as ferramentas utilizadas se revelaram igualmente úteis. A tensão arterial, o IMC e os níveis de glicose e triglicerídeos e a existência de pelo menos um progenitor afectado foram os indicadores mais certos na hora de prever o desenvolvimento da diabetes tipo 2. As pessoas com um historial infantil saudável têm, ao fim de 30 anos, apenas um por cento do risco de padecer da doença.

Os autores consideram que os resultados deste estudo deveriam servir como mote para prevenir a diabetes tipo 2 desde a infância e aconselham os pediatras a por em marcha as medidas de prevenção baseadas na dieta, exercício físico e até mesmo medicação, em casos em que a tensão e as análises de sangue prognostiquem um risco mais elevado.

Segundo o mesmo estudo, é ainda necessária uma atenção especial às crianças obesas com familiares directos que sofram da patologia e aos indivíduos negros, já que se observou que têm uma maior predisposição para desenvolver a diabetes tipo 2.

Informação retirada do site

quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Conferência na F.C. Gulbenkian


O
Dia em que nasceu a ciência por João Caraça, dia 7 de Janeiro pelas 17:30
e pelas 19:00h Observações astronómicas

Há exactamente 400 anos, na noite de 7 de Janeiro de 1610, em Pádua, Galileo Galilei começou a registar as observações que estava a efectuar sobre os satélites de Júpiter e que ele designou por “Estrelas Mediceias”em homenagem à família dos arquiduques de Florença.

Este registo tão singelo abriu um longo caminho que tem sido percorrido incessantemente desde então. A Ciência Moderna saiu completa das mãos de Galileu: o uso de instrumentos científicos de observação; a utilização de uma linguagem matemática; a publicação dos resultados; isto é, as suas principais características, que a distinguem dos outros domínios de conhecimento e dos saberes antigos sobre a natureza, possuem todos a marca de Galileu.

Muitos ilustres e extraordinários cientistas viram a luz e a iluminação da descoberta nestes últimos quatro séculos. A celebração das suas ideias e o desenvolvimento de uma atitude científica perante a vida são a melhor garantia de que encaramos o futuro com confiança.

João Caraça

Director do Serviço de Ciência

Fundação Calouste Gulbenkian

segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

ADN e Investigação: presos por um fio

Conferência do auditório Agostinho da Silva, dia 8 de Janeiro pelas 18:30h

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Conferência na F.C. Gulbenkian



A 9 Dezembro 2009 pelas 18h00 _The New Age of Discovery in Astronomy por Robert Kennicutt do Institute of Astronomy, University of Cambridge (com tradução simultânea)

Robert Kennicutt is the Plumian Professor of Astronomy and Experimental Philosophy at the University of Cambridge, and the Director of its Institute of Astronomy. His main research interests are in observational extragalactic astronomy, including observational cosmology, galaxy evolution, and star formation in galaxies. He has led large international team projects on the Hubble Space Telescope, Spitzer Space Telescope, Galaxy Evolution Explorer, and the Herschel Space Observatory, and served for 8 years as Editor-in-Chief of The Astrophysical Journal, the leading North American professional journal in astronomy.

Recently he was awarded the Gruber Cosmology Prize for his co-leadership of the Hubble Space Telescope Key Project that measured the size and age of the Universe.

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

V Encontro Nacional de Biologia Evolutiva


O V Encontro Nacional de Biologia Evolutiva terá lugar no dia 21 de Dezembro (2a feira), no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), em Lisboa, por iniciativa da Unidade de Investigação em Eco-Etologia e do Centro de Biociências

Os interessados em apresentarem uma comunicação oral ou poster devem enviar o seu nome, instituição, título de apresentação e curto resumo, até 30 de Novembro, para biologia.evolutiva@gmail.com

Os interessados em participar assistindo ao Encontro são bem-vindos, sendo necessário apenas fazerem pre-inscrição enviando nome e instituição, até 30 de Novembro, para biologia.evolutiva@gmail.com

domingo, 8 de Novembro de 2009

Conferência na F.C. Gulbenkian


A 11 Novembro 2009 pelas 18h00 _ Da Ilha do Príncipe aos Confins do Universo por Paulo Crawford do Centro de Astronomia e Astrofísica, Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa

A contemplação dos céus constituiu desde sempre uma fonte de inspiração para os seres humanos. O firmamento e os astros eram o reflexo do que se passava na Terra, por vezes idolatrados, outras vilipendiados, marcando pela sua presença constante os ritmos da vida social. O modo de olhar e de compreender o nosso planeta e as suas características influenciou de forma igualmente poderosa o pensamento sobre o cosmos e os seus componentes. Pode-se dizer que o conhecimento dos astros e o saber sobre a organização das sociedades humanas sempre funcionaram como um jogo de espelhos.
Justificar

Por esse motivo, quando em 1610 Galileu publica o “Siderius Nuncius” (o Mensageiro dos Céus) a mensagem que se anuncia é a da formidável revolução científica e social que a modernidade então encetava. A natureza iria igualmente revelar as suas leis, tal como qualquer sociedade civilizada, em benefício da humanidade. E, de facto, descobriram-se novos horizontes e as fronteiras do cosmos caminharam para o infinito, no espaço e no tempo. O Universo das vozes e das súplicas transformou-se num mundo de luz. Uma riqueza imensa e inesperada de novos fenómenos emerge desta extraordinária exploração, que urge apreender e compreender.

O Ano Internacional da Astronomia celebra precisamente este formidável empreendimento. A Fundação Calouste Gulbenkian, a Associação Cientistas no Mundo e o Centro Ciência Viva de Constância colaboram nesta comemoração, dando a conhecer a todos o mundo em que vivemos, a sua beleza e a sua dinâmica, mas também o entusiasmo e a imaginação daqueles que diariamente interrogam e questionam as suas fronteiras.

João Caraça, Director do Serviço de Ciência

da Fundação Calouste Gulbenkian


quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Ciclo de conferências

O Museu Nacional de História Natural dá início a um primeiro ciclo de conferências, sobre a história do Universo, da Terra e da vida, que se enquadra na exposição:
A Aventura da Terra – um planeta em evolução

Numa altura em que astrofísicos procuram outros planetas e que biólogos, químicos e paleontólogos propõem diferentes teorias sobre as condições que deram origem ao aparecimento da vida, importa olhar a Terra como um sistema em constante mutação, que deve ser compreendida no seu todo.

A Aventura da Terra – um planeta em evolução é uma exposição organizada pelo Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa a inaugurar no dia 19 de Novembro de 2009. Esta exposição insere-se nas comemorações finais do Ano Internacional do Planeta Terra, que ocorreu durante 3 anos, e prolonga-se pelo Ano Internacional da Biodiversidade, 2010.

Este primeiro ciclo de conferências no âmbito desta exposição procura levar os “entendidos” e os “iniciados” pela aventura do planeta, das suas condições ambientais que permitiram a evolução e a diversificação das formas de vida. Procura acima de tudo divulgar a ciência para a sociedade e partilhar frutuosas discussões à volta dum tema tão interessante como é o da evolução do nosso planeta.

Anfiteatro Manuel Valadares 18:00h

17 Setembro 2009
Condições Astronómicas para a Vida no Universo - Rui Agostinho

28 Setembro 2009
The Encyclopedia of Life - David Patterson

8 de Outubro 2009
A História do Clima da Terra - Filipe Duarte Santos

29 de Outubro 2009
Os próximos milhares de milhões de anos - António Ribeiro

12 de Novembro 2009
A terra primitiva e a origem da vida - Fernando Barriga

26 de Novembro 2009
Em busca de outras Terras - Nuno Santos

10 de Dezembro 2009
A origem e diversificação do mundo microscópico - Rogério Tenreiro

Mais informações em www.mnhn.ul.pt/

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Conferência EAAM 2010


The European Association for Aquatic Mammals (E.A.A.M.) is an organisation of people interested in marine mammals in human care, in a zoological environment or in the wild, and includes veterinarians, biologists, zoo and marine park directors and managers, trainers (husbandry professionals), researchers, students and other persons who devote a significant amount of time to the welfare of marine mammals through research, medical care, training, education, conservation, management and related activities.
For more information please visit : http://www.eaam.org/
38th Annual Symposium of the EAAMHosted by Lisbon Zoo - Portugal12-15 March, 2010
Informação retirada de: site

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Curso de Conservação de Fauna de Portugal


OBJECTIVOS

Fornecer a perspectiva da riqueza da fauna portuguesa, principais ameaças e instrumentos de conservação das espécies, com especial destaque para espécies ameaçadas. Dotar os formandos das ferramentas de conservação de espécies em Portugal.


CONTEÚDOS

Componente teórica

  • Conceitos: biodiversidade e valor de conservação.
  • Introdução à fauna de Portugal: principais grupos e espécies, e seu estado de conservação. Destaques sobre espécies de fauna ameaçadas em Portugal.
  • Entidades e instrumentos de conservação: legislação, ferramentas e fontes de informação.

Componente prática

  • Elaboração de estratégias de conservação de espécies: aquisição de conhecimentos sobre a espécie, discussão de prioridades e medidas de conservação (e.g. lince-ibérico).
  • Discussão final: balanço do estado da conservação de fauna em Portugal, prioridades e estratégias de conservação.

PÚBLICO-ALVO
Técnicos e público em geral com interesse em adquirir conhecimento básico sobre a fauna portuguesa e sua conservação. Estudantes universitários de cursos com aplicação ao estudo e conservação de espécies de fauna.


DATAS
19 - 23 Outubro


Inscrição

Associados da LPN – 100 €
Estudantes – 120 €
Não associados da LPN – 140 €

Para inscrições e mais informações: site

terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Noite dos investigadores 2009


25/09/2009

14h00 às 00h00
Entrada Livre
Jardim Gulbenkian


4 cidades em simultâneo:
Lisboa - Jardim Gulbenkian
Porto - Praça dos Leões
Coimbra - Museu da Ciência
Olhão - Centro comercial Ria Shopping


A Noite dos Investigadores - Researchers' Night - é um evento promovido pela Comissão Europeia desde 2005 com o objectivo de aproximar os investigadores do público em geral.

Ocorre tradicionalmente em toda a Europa na 4ª sexta-feira do mês de Setembro, por isso, este ano acontece no dia 25 de Setembro.

O evento consiste num conjunto de actividades, planeadas para acontecerem durante todo o dia, dirigidas a pessoas de todas as idades. No centro das actividades estão os investigadores, que vão estar em contacto directo com o público, num ambiente não científico.

O objectivo é estimular a reflexão, a discussão e o debate público sobre o quotidiano dos investigadores, o poder e as limitaçãos do trabalho que desenvolvem, os sucessos e as frustrações, as decisões que têm de assumir e o impacto da ciência na sociedade.

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Anúncio de Bolsa_ ITQB


Universidade Nova de Lisboa
Instituto de Tecnologia Química e Biológica
Anúncio para atribuição de Bolsa de Investigação Científica no âmbito do projecto PPCDT/DG/MAR/82012/2006

Encontra-se aberta candidatura a uma Bolsa de Investigação Científica no âmbito do Projecto “BIOSEAGLUE – Caracterização dos adesivos temporários dos ouriços do mar por espectrometria de massa” (Ref. PPCDT/DG/MAR/82012/2006) da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Duração e Regime de Actividade: Bolsa com duração de 6 meses (eventualmente renovável dependente do desempenho), com início previsto 01 de Novembro de 2009, em regime de exclusividade, conforme regulamento de formação avançada de recursos humanos da FCT (
http://www.fct.mctes.pt/pt/apoios/formacao/ambitoprojectos) e regulamento de bolsas do ITQB.

Área Científica: Trabalho a ser desenvolvido no Laboratório de Espectrometria de Massa do ITQB, Oeiras.

Objectivo da Actividade: O candidato seleccionado irá desenvolver trabalho na área da biotecnologia marinha utilizando a proteómica e a espectrometria de massa para identificar e caracterizar as proteínas responsáveis pela adesão temporária dos ouriços-do-mar, contribuindo desta forma para o desenvolvimento de novas moléculas adesivas e “desadesivas” bio-inspiradas nestes organismos marinhos com potenciais aplicações para a industria e biomedicina.

Orientação Científica: A actividade será orientada pela Dra. Romana Santos, Investigadora Responsável do projecto.

Formação Académica: Serão considerados licenciados em Química, Bioquímica, Biologia ou áreas afins com média de licenciatura igual ou superior a 14 valores.

Outros Requisitos:
- Forte motivação para a investigação científica e boa capacidade de trabalho
- Perspectivas de prosseguir para a realização de Doutoramento
- Experiência laboratorial na área da Proteómica e Espectrometria de Massa
- Bons conhecimentos de língua inglesa.

Remuneração: De acordo com a tabela de valores das Bolsas de Investigação no país atribuídas pela FCT.

Data de conclusão do prazo do Concurso: 30 de Setembro de 2009

Documentos da Candidatura: Os interessados deverão enviar uma carta de motivação (com indicação da Ref. do anúncio), Curriculum vitae detalhado e nome de duas referências.para:

Dra. Romana Santos
Anúncio Ref. 058/BI/2009
Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa
Av. da República, EAN
2780-157 Oeiras, Portugal
e-mail: rsantos@itqb.unl.pt

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens- Ria Formosa-Olhão


O RIAS , Sigla para Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa está localizado em Olhão, na Quinta do Marim. Consiste num projecto ALDEIA que promove a protecção da Biodiversidade, através da recolha de animais selvagens incapacitados procedendo posteriormente à sua reabilitação e libertação. Este projecto tem ainda um papel bastante importante na sensibilização e educação ambiental da população em geral para a importância da preservação da fauna local.

Neste momento o RIAS está em fase de reconstrução, através da ajuda de voluntários. Tanto esta ajuda, obtenção de variados materiais de construção são cruciais para o desenvolvimento do RIAS, pelo que o endereço abaixo (referente ao blog do RIAS) contém toda a informação sobre o centro, materiais necessários e fotografias de todo o desenvolvimento.

Toda a ajuda é necessária, pelo que qualquer pessoa que queira participar de alguma forma poderá contactar o Biocel ou contactar directamente para o RIAS.

http://rias-aldeia.blogspot.com/

terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Projecto BRinK 2009


Estão disponibilizadas duas vagas para o projecto BRinK de 2009 - Monitorização do Rinoceronte Negro.
Este projecto dará aos participantes a oportunidade de estudar de perto estes enormes e criticamente ameaçados mamíferos (IUCN).Os participantes trabalharão em conjunto com os nativos San e utilizarão uma recente técnica de monitorização nao-invasiva - FIT, Footprint Identification Technique.
Para mais informações: http://www.brink-namibia.com/rhino.php

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Ano lectivo 2009/2010

Para que no início do próximo ano lectivo, não hajam problemas sobre a abertura de turmas, pede-se aos alunos que estejam inscritos em todas as cadeiras desejadas.

Os alunos que tenham dificuldade nas inscrições (algumas cadeiras ainda não estão disponíveis para inscrição online), devem resolver o assunto com URGÊNCIA.

Por favor, a partir do dia 17 de Agosto, podem mandar um email para a seguinte morada: "FECN" fecn.teixeiratrigo@ulusofona.pt
Neste email deverão indicar o nome completo, número de aluno e problema encontrado (de maneira detalhada e clara). A secretária da Faculdade mandará esta informação para os serviços competentes da Universidade.
Se após alguns dias, o problema persistir, poderá contactar directamente a secretária da Faculdade para avisa-la, ou mandar o mesmo email com a menção "ainda para resolver".

Contamos com a ajuda de todos para que o próximo ano lectivo começe com eficiência!

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Divulgação de Mestrados


Divulgação de Mestrados
Dia 23 de Julho no Auditório Agostinho da Silva

Programa:

14:30 - Abertura da Sessão

15:00 - Mestrado "Quimica em Óleos essenciais

15:30 - Mestrado " Engenharia Biotecnológica"

16:00 - Intervalo

16:30 - Mestrado "Biologia do Desenvolvimento"

17:00 - Mestrado " Ensino da Biologia e Geologia"

17:30 - Mestrado " Engenharia do Ambiente"

18:00 - Encerramento

terça-feira, 21 de Julho de 2009

«Walking on the Moon» há 40 anos!

Em 21 de Julho de 1969, o Mundo viu com sofreguidão pé humano pisar pela primeira vez a Lua

A tripulação da Apollo 11. Da esquerda para a direita: Armstrong, Collins, Aldrin

Comemora-se, nos Estados Unidos, a chegada do Homem à Lua. Armstrong pisou pela primeira vez o solo lunar às 22h56 (hora de Nova Iorque) do dia 20 de Julho de 1969. Curiosamente, em Portugal eram 3h56 da manhã de dia 21 de Julho. Por isso, hoje, em Portugal, passarão 40 anos desde que o Homem foi pela primeira vez à Lua.

A 4 de Outubro de 1957, o soviético Sputnik, tornou-se no primeiro satélite a orbitar a Terra. A 3 de Novembro de 1957, a cadela soviética Laika tornou-se no primeiro animal a deixar a Terra. A 12 de Abril de 1961, o soviético Yuri Gagarin tornou-se no primeiro humano a orbitar a Terra. A 16 de Junho de 1963, a soviética Valentina Tereshkova tornou-se na primeira mulher a chegar ao espaço. A 18 de Março de 1965, o soviético Alexey Leonov tornou-se no primeiro humano a sair da nave espacial para “caminhar” pelo espaço; curiosamente, Leonov foi o cosmonauta escolhido pela União Soviética para ser o primeiro humano a pôr um pé na Lua. Todos estes primeiros lugares conseguidos pelos Soviéticos não passaram desapercebidos aos americanos.

O Presidente Kennedy deu os primeiros sinais de que queria mudar o rumo das coisas numa Sessão Conjunta do Congresso, a 25 de Maio de 1961. Nesse discurso, algumas palavras ficaram famosas: “First, I believe that this nation should commit itself to achieving the goal, before this decade is out, of landing a man on the Moon and returning him back safely to the Earth” (“Em primeiro lugar, acredito que esta nação deve dar tudo para atingir o objectivo, antes desta década acabar, de pousar um homem na Lua e retorná-lo com segurança à Terra”).

O mesmo Presidente, na Universidade Rice, a 12 de Setembro de 1962, espalhou mais umas palavras memoráveis: “No nation which expects to be the leader of other nations can expect to stay behind in this race for space” (“Nenhuma nação que espera ser o líder das outras nações poderá perder a corrida espacial”), e “We choose to go to the Moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard” (“Nós escolhemos ir à Lua nesta década e fazer outras coisas, não porque elas são fáceis, mas sim porque elas são difíceis”).

Kennedy pôs os EUA a trabalharem para um objectivo comum e grandioso, empregando milhões de pessoas e, sobretudo, dando-lhes algo com que sonhar.

Após as missões Mercury e Gemini, vieram as missões Apollo. A 16 de Julho de 1969, a Apollo 11 partiu em direcção à Lua, com o comandante Neil Armstrong, o piloto do Módulo Lunar Edwin “Buzz” Aldrin, e o piloto do Módulo de Comando Michael Collins. A 19 de Julho, a Apollo 11 entrou em órbita lunar. A 20 de Julho, numa descida dramática, com somente 25 segundos de combustível disponível, Armstrong pousou o módulo lunar. Às 21h17 em Portugal, o sonho de Kennedy e de muitos outros “loucos idealistas” concretizava-se. Nas famosas palavras de Armstrong: “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed”. (“Houston, estamos na Base Tranquilidade. A Águia pousou”). A Apollo 11 pousou na região lunar denominada Mar da Tranquilidade e o módulo lunar tinha sido denominado de Águia.

Na madrugada do dia 21 de Julho em Portugal, Armstrong saiu do módulo lunar. Às 3h56, ao pisar o solo lunar, Neil Armstrong pronunciou as famosas palavras: “That’s one small step for man, one giant leap for mankind” (”Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade”).

Quinze minutos mais tarde Buzz Aldrin também pisou o solo lunar, descrevendo-o como uma “magnificent desolation” (”desolação magnífica”).

Após pouco mais de 2 horas e meia na superfície lunar, de carregarem com mais de 20 quilos de rochas e pó lunar, de deixarem reflectores na Lua de modo a calcularem a distância Terra-Lua por laser, de deixarem a bandeira americana cosida pela portuguesa Maria Isilda Ribeiro que trabalhava em New Jersey, de deixarem a placa dizendo “Here Men From The Planet Earth First Set Foot Upon the Moon, July 1969 A.D. We Came in Peace For All Mankind” (“Em Julho de 1969, Humanos do Planeta Terra pela primeira vez puseram o pé na Lua. Viemos em paz por toda a humanidade”), entre outras experiências científicas que realizaram e outras coisas que deixaram por lá, os astronautas da Apollo 11 finalmente deixaram a Lua, e fizeram a viagem de regresso à Terra.

A 24 de Julho de 1969, às 17h50 em Portugal, voltaram à Terra são e salvos, como Kennedy tinha anunciado oito anos antes. Depois da Apollo 11 em Julho de 1969, foram também à Lua as missões: Apollo 12 em Novembro de 1969, Apollo 14 em Fevereiro de 1971, Apollo 15 em Julho/Agosto de 1971, Apollo 16 em Abril de 1972, e Apollo 17 em Dezembro de 1972.


Texto por Carlos F. Oliveira, Investigador, estudante de doutoramento e professor de astrobiologia na Universidade de Austin (Texas)

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