segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Domínio do fogo há 790 mil anos permitiu emigração para a Eurásia

Estudos arqueológicos a decorrer na fronteira do rio Jordão


O ser humano já sabia como controlar o fogo há 790 mil anos atrás, uma capacidade que permitiu aos antepassados do homem emigrar de África para a Europa (Eurásia), indica um novo estudo. Numa expedição arqueológica próxima do rio Jordão, investigadores da Universidade de Israel analisaram pedras de silex e concluíram que as civilizações antigas aprenderam a criar fogo, sem terem que depender da natureza.

A arqueóloga Nira Alperson-Afil, porta-voz da equipa da professora Naama Goren-Inbar, explicou que as marcas encontradas no silex evidenciam uma habilidade em fazer fogo, embora se desconheça o método utilizado. No entanto, o facto das pistas terem sido encontradas no vale do rio Jordão, rota entre a Europa e África, revelam que o local foi um ponto de passagem, de migração do Homem de Sul para Norte.

Um estudo anterior feito na área e publicado em 2004 mostrou que o homem já era capaz de controlar o fogo, distribuí-lo entre tochas, por exemplo, naquele período, mas os investigadores dizem agora que os homens primitivos podiam até mesmo acender fogueiras, em vez de esperar por fenómenos naturais. E terá sido essa independência a impulsionar a migração em direcção ao norte.

"Os novos dados mostram que existia um contínuo e controlado uso do fogo em muitas civilizações e que elas não eram dependentes de fogo natural", afirmou a arqueóloga Nira Alperson-Afil.

"Uma vez dominado o fogo, conseguiam luz, aquecimento e protecção contra predadores e sentiam-se seguros o suficiente para se aventurarem por territórios desconhecidos", escreveu a investigadora.

retirado do site

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