quarta-feira, 13 de maio de 2009

Voluntários para actividades de divulgação de ciência



A Associação Viver a Ciência (www.viveraciencia.org) procura voluntários para a realização de actividades de divulgação de ciência para o grande público. Estas actividades decorrerão em dois eventos:

- A grande final da exposição "A Evolução de Darwin", no fim de semana 23 e 24 de Maio, na Fundação Calouste Gulbenkian

- O mercado "Mundo Mix", 29, 30 e 31 de Maio, no Castelo de São Jorge.

Esta constitui uma oportunidade para contactarem com cientistas e o público em geral. As actividades são sobre o tema da evolução, biodiversidade e diversidade genética e têm como modelo os caracóis terrestres.
Os voluntários receberão formação em data a combinar na semana anterior ao evento.

Para mais informações por favor contactar:
Raquel Gaspar (rgaspar@viveraciencia.org)

domingo, 10 de maio de 2009

Conferência sobre Evolução



Vai decorrer já na próxima quarta-feira, dia 13 de Maio, pelas 14 horas no Auditório Pessoa Vaz da Universidade Lusófona de Humanidades e Técnologias, a conferência:

Evolução em Debate: De Darwin à actualidade

Vamos contar com presença de 3 grandes oradores, Doutor Frederico Almada, Doutor Octávio Mateus e Doutor André Levy, no que será um debate entre os 3 e o público, sobre a Evolução na perspectiva de 3 mentes diferentes, desde Richard Owen e Charles Darwin, até aos dias de hoje e aos Evolucionistas modernos.

A conferência terá uma duração de apróximadamente 2 horas, com um ligeiro coffee brake pelo meio.

Contamos com a vossa presença e em caso de dúvidas, contactem-nos para o biolusofona@gmail.com

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bolsas de Integração na Investigação 2009/2010

No âmbito do Programa Ciência 2008, o ITQB oferece Bolsas de Integração na Investigação (BII) a estudantes do ensino superior (1º ciclo) dos cursos de ciências e tecnologias.

Os estudantes serão integrados num dos laboratórios do ITQB onde participarão num projecto de investigação em curso sob a supervisão de um investigador doutorado do ITQB. Ao projecto de investigação realizado ao longo de um ano, e após uma avaliação positiva, correspondem 15 ECTS (Curso de Iniciação à Investigação).

Candidatura:

As candidaturas devem incluir carta de motivação, indicando os laboratórios/projectos a que se candidata, e curriculum vitae detalhado (incluindo lista e classificações das disciplinas realizadas).

As candidaturas devem ser enviadas para bii@itqb.unl.pt

Duração e valor da bolsa:

As Bolsas de Integração na Investigação Científica têm duração de 12 meses. O valor da bolsa é 140 euros mensais.

Prazos:

As candidaturas estão abertas entre 4 de Maio e 15 de Junho. A fase selecção terá lugar até 15 de Julho. As bolsas devem ter início entre 1 de Setembro e 1 de Dezembro

Ver regulamento


Laboratórios que recebem estudantes do 1º ciclo em 2009/2010:


  • Laboratório de Sinalização Celular em Drosophila

  • Laboratório de Superfícies Celulares e Patogénese Bacteriana

  • Laboratório de Química Bio-orgânica

  • Laboratório de RMN Biomolecular

  • Laboratório de Desenvolvimento Microbiano

  • Laboratório de Biodinâmica de sistemas

  • Laboratório de Biologia Celular Bacteriana

  • Laboratório de Interacção Molecular e RMN

  • Laboratório de Glicobiologia

  • Laboratório de Química de Coordenação e Supramolecular

  • Unidade de Cristalografia Macromolecular

Para mais infornações ir ao site

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O equilíbrio perfeito entre a arte e a Ciência

O que é uma ecosfera??



O primeiro ecossistema totalmente fechado é um elemento de aprendizagem sobre a vida no nosso planeta e seres vivos.



A Ecosfera original (Ecosferas®) nasce da investigação aeroespacial da NASA. Buscavam-se sistemas fechados no espaço onde os astronautas pudessem viver em viagens longas. Queria-se um ambiente auto-suficiente, que produzisse alimentos e oxigênio para a tripulação e conseguisse manter a água e o ar limpo e reutilizável. Fruto destas experiências nasceram as Ecosferas do grupo internacional Ecospheres. A NASA cedeu esta tecnologia para que as pessoas pudessem entender melhor o equilíbrio na natureza. E estes pequenos mundos tão fascinantes são as Ecosferas.


Referências da Nasa a Ecosferas/Ecospheres:
http://spaceplace.nasa.gov/sp/kids/earth/wordfind/
http://www.nas.nasa.gov/About/Education/SpaceSettlement/teacher/lessons/bryan/ecosys/

É o primeiro ecossistema totalmente fechado; um mundo miniatura completo e auto-suficiente integrado numa bola de vidro. Facilmente manipulável, uma Ecosfera é um elemento de aprendizagem que nos proporciona informação interessante acerca da vida no nosso planeta, assim como uma demonstração da tecnologia para a futura exploração do espaço.


Num substrato de água marinha filtrada, habitam os camarões vermelhos, junto a microorganismos activos e algas. Dado que a Ecosfera é um ecossistema auto-suficiente, não é necessário nenhum alimento externo. Deve-se simplesmente proporcionar à Ecosfera uma quantidade de luz indirecta natural ou artificial que permita manter o ciclo biológico para poder apreciar este conjunto de arte e ciência, beleza e equilíbrio. Porque se trata de um eco-sistema fechado e independente, os recursos vivos das Ecosferas funcionam sem contaminar o meio-ambiente, de forma que a Ecosfera não necessita limpeza e requer apenas um cuidado mínimo. A esperança média de vida das Ecosferas é de dois a cinco anos, isto apesar de haver casos em que os camarões chegaram aos vinte anos na sua Ecosfera. Veja no manual de instruções para mais informação sobre a Ecosfera.




Uma Ecosfera é muito mais que uma inovação científica; trata-se de um trabalho artístico. Um tesouro vivo para possuir ou oferecer a alguém especial. Cada Ecosfera cria-se artesanalmente para conseguir um equilíbrio estético que consegue decorar qualquer ambiente, seja a nossa casa, um escritório, uma sala de espera ou uma loja.

O ecossistema é formado pelos camarões, água do mar filtrada, algas, bactérias, gorgonia e gravilha. Este tipo de camarões foi escolhido porque não exibem um carácter agressivo entre si.




A gorgonia, a gravilha e o vidro proporcionam superfície ao ecossistema. Tais superfícies actuam como áreas onde os organismos podem depositar-se. Apesar de, no seu estado natural, as gorgonias serem seres vivos, dentro da Ecosfera a gorgonia é um material de grande valor decorativo, mas sem vida, que foi colhida a mão para cada Ecosfera. A Ecosfera é um claro exemplo de desenvolvimento sustentável que funciona à base de energia, mas que requer muito pouca quantidade desta. É uma pequena bateria biológica que armazena energia luminosa transformada bioquimicamente. Um excesso de energia luminosa pode alterar o equilíbrio do sistema, uma vez que estimularia um excessivo crescimento das algas, o qual levaria a que as algas consumissem rapidamente os limitados recursos nutrientes existentes no sistema de forma a que o sistema não conseguisse produzir a quantidade necessária para a sua manutenção. A luz, junto com o dióxido de carbono da água, permite que as algas produzam oxigénio. Os camarões respiram o oxigénio da água e nutrem-se das algas e das bactérias. As bactérias transformam os dejectos dos animais em nutrientes para as algas. Os camarões e as bactérias também produzem dióxido de carbono utilizado pelas algas para produzir oxigénio.




A temperatura também afecta a saúde da Ecosfera. Manter a temperatura constante aumentará a sua viabilidade. O funcionamento do eco-sistema de forma esquemática seria algo assim (por gráfico em movimento) Basicamente os camarões comem algas e bactérias. Se os observamos de perto, podemos vê-los alimentando-se colhendo bactérias e algas das paredes da Ecosfera.



Mesmo se as algas verdes não são visíveis, há uma grande quantidade de outros tipos de algas e bactérias que podem servir de alimento aos camarões. Os camarões comem também os seus antigos exoesqueletos. As imagens pálidas similares a camarões translúcidos que se podem observar por vezes no fundo são os seus antigos exoesqueletos (os camarões são crustáceos cujo esqueleto é externo e não interno). Depois de se desprender o velho exoesqueleto, um novo se expande e endurece.




retirado do site:http://www.ecosferas.com/view_ecosferas/index.php?lang=po

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Plantas Medicinais Antimaláricas usadas na medicina tradicional de S.Tomé e Príncepe


Na próxima Quinta-Feira dia 7 de Maio às 17 horas na sala 2.4.16 a professora Maria do Céu Madureira do Instituto Superior de Saúde Egas Muniz trará um tema de Etnobotanica a mais uma palestra NEBULis:

PLANTAS MEDICINAIS ANTIMALÁRICAS USADAS NA MEDICINA TRADICIONAL DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE

Resumo: Tendo em conta o elevado número de casos de malária por P. falciparum resistente à cloroquina em STP, pretendemos dar o nosso contributo para a melhoria das condições de saúde da população, através da Investigação da Actividade Antimalárica de plantas medicinais usadas na Medicina Tradicional, e através do desenvolvimento de novos compostos que possam ser usados para o controlo da malária, nomeadamente compostos activos contra Plasmodium falciparum resistente à cloroquina.

Levou-se a cabo um estudo etnofarmacológico de 13 plantas medicinais usadas pelos terapeutas tradicionais de STP no tratamento de malária e/ou febres. Este estudo corroborou o uso tradicional da maioria das plantas medicinais, e a sua actividade farmacológica foi comprovada laboratorialmente. Foram igualmente realizados estudos fitoquímicos biodireccionados e ensaios de toxicidade nas plantas que apresentaram melhores resultados de actividade antimalárica.


A planta Tithonia diversifolia foi submetida a Ensaios Fitoquímicos , por ser a que apresentou os melhores resultados de actividade antimalárica e simultaneamente apresentar garantias de inocuidade, relativamente aos resultados de toxicidade, pelo que poderá servir de base para um futuro desenvolvimento de novos fármacos antimaláricos.



A malária é a mais importante doença parasitária das regiões tropicais. Nas últimas décadas tem-se vindo a assistir a um aumento e a uma disseminação alargada da resistência aos fármacos antimaláricos mais comuns, o que se torna ainda mais grave devido ao custo proibitivo de fármacos mais eficazes, para a grande maioria das populações destas áreas. Há uma necessidade urgente de novos compostos terapêuticos, facilmente acessíveis e de baixos custos. Uma das possíveis fontes destes tratamentos mais acessíveis poderá advir do estudo e desenvolvimento de medicamentos à base de plantas, utilizados localmente na medicina tradicional. De facto, o reconhecimento e a validação de práticas de medicina tradicional e a procura de agentes terapêuticos derivados de plantas, pode levar ao estabelecimento de novas estratégias no controlo da malária.


Com este nosso trabalho, propusemo-nos avaliar a actividade antimalárica de algumas das plantas medicinais mais usadas pelos terapeutas tradicionais de S. Tomé e Príncipe , país onde mais de dois terços da população vive em regiões onde a malária é endémica. Tendo em conta o elevado número de casos de malária por P. falciparum resistente à cloroquina em STP, levou-se a cabo um estudo farmacológico de 13 plantas usadas no tratamento de malária e/ou febres. Este estudo corroborou o uso tradicional da maioria das plantas medicinais, e a sua actividade farmacológica foi comprovada laboratorialmente. Foram igualmente realizados ensaios de toxicidade, utilizando metodologia recomendada pela OMS. A planta Tithonia diversifolia foi submetida a Ensaios Fitoquímicos , por ser a que apresentou os melhores resultados de actividade antimalárica e simultaneamente apresentar garantias de inocuidade, relativamente aos resultados de toxicidade, pelo que poderá servir de base para um futuro desenvolvimento de novos fármacos antimaláricos. Com os resultados obtidos foi possível isolar e identificar pela primeira vez o principal composto responsável pela actividade antimalárica da planta, a Tagitinina C , e foi determinada a respectiva actividade antiplasmódica contra estirpes de P. falciparum resistente à cloroquina.


Todos os resultados obtidos foram apresentados ao Ministério da Saúde de STP, antes da sua publicação ou apresentação em Congressos Internacionais, de forma a permitir uma futura utilização local de medicamentos eficazes, seguros e economicamente viáveis, e tentando garantir deste modo que os benefícios resultantes desta investigação possam ser aproveitados e usufruídos pela população e pelos terapeutas tradicionais que forneceram os conhecimentos tradicionais que serviram de base a este estudo.


retirado do site

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Andaluzia quer enviar linces ibéricos para Silves



O executivo regional da Andaluzia exigiu ao governo espanhol que autorize com urgência o envio de linces ibéricos para o Algarve porque os centros de recuperação estão sobrelotados.


No jornal diário espanhol ABC lê-se que o ideal seria "começar a enviar já alguns exemplares de linces ibéricos para Portugal, pois as novas crias vão necessitar nos próximos meses de mais espaço para crescer junto às suas progenitoras". A directora da Conselharia do Meio Ambiente da Andaluzia, Marina Martín, declara ao diário espanhol, que a trasladação dos linces ibéricos - os felinos mais ameaçados do mundo - para o centro de Silves, no interior do Algarve, se deve efectuar o "mais tardar até antes do Outono", porque os novos partos "podem saturar os três centros de criação em cativeiro existentes em Espanha".

Em 31 de Agosto de 2007 foi celebrado um protocolo entre os ministros do Ambiente de Portugal e Espanha a prever a transferência de linces para Portugal, mas falta agora celebrar um novo protocolo para estabelecer em detalhe o número de linces que vão chegar a Silves e de quem é o material genético.

O acordo tem como objectivo preservar uma espécie animal em vias de extinção do Planeta.
Em declarações à Agência Lusa, Lurdes Carvalho, do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), estima que antes do Verão seja possível abrir o centro de reprodução.
Lurdes Carvalho, que coordena o Plano de Acção para a conservação do lince ibérico em Portugal salvaguarda, no entanto, que a data de inauguração do centro para os felinos depende do processo de assinatura do novo protocolo.

A equipa que vai trabalhar no primeiro Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico em Portugal está na fase de selecção e há mesmo um tratador que já recebeu formação, mas o número de elementos da equipa ainda não está definido, porque tudo depende do número de linces ibéricos transferidos para o centro de reprodução.

O Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico em Portugal vai ter capacidade para acolher 16 linces reprodutores, sejam machos ou fêmeas, e as suas crias, mas o número de animais a receber pode ser aumentado.

Cada um dos 16 cercados terá mil metros quadrados com vegetação mediterrânica.
Em Espanha existem cerca de 60 linces ibéricos, criados em cativeiro e que estão distribuídos pelos centros de El Acebuche (Doñana), La Olivilla (Sierra Morena) e no Zoobotánico de Jerez, embora existam outros exemplares em estado selvagem.

Esta Primavera, os três centros de recuperação espanhóis estão, contudo, no limite máximo da capacidade e as autoridades locais da Andaluzia temem que, com a chegada de novas crias de linces, não haja espaço suficiente para todos os animais.

As obras do primeiro Centro Nacional de Recuperação do Lince Ibérico "estão praticamente terminadas", disse à Lusa fonte das Relações Públicas da Águas do Algarve, empresa responsável pela construção.

"O centro está praticamente concluído, falta a parte dos arruamentos e embelezamento do exterior", acrescentou a mesma fonte, referindo que a obra ronda um investimento de cerca de 10 milhões de euros.

A União Europeia vai disponibilizar ao abrigo do programa INTERREG 1,2 milhões de euros para a reintrodução do lince ibérico e, até 2011, os cientistas que trabalhem sobre recuperação do lince ibérico terão 25,6 milhões de euros para aplicar num programa de luta contra o desaparecimento da espécie.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Curso de Conservação de Fauna em Portugal - Inscrições Abertas

Para ampliar clique na imagem

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Partiu-se bloco de gelo do tamanho de Nova Iorque


Uma zona de gelo na Antártida com uma área similar à de Nova Iorque partiu-se em icebergs.

Devido ao aquecimento global, uma área de gelo similar à cidade de Nova Iorque separou-se em icebergs na Antártida.

Angelika Humbert, da Universidade de Muenster na Alemanha, disse à agência Reuters que parte da plataforma de gelo Wilkins "tornou-se instável" e como consequência "os primeiros icebergs soltaram-se".

A Wilkins é uma zona gelada, do tamanho da Jamaica, que os especialistas temem que se venha a soltar da Antártida.

A especialista explicou à Reuters que a área que se tornou uma massa de icebergs tem um total de 700 quilómetros quadrados. De referir que a área de Singapura é de 692,7 quilómetros quadrados e Nova Iorque tem cerca de 785,5.

Cerca de 370 quilómetros quadrados de gelo partiram-se nos últimos dias. A esta área junta-se os 330 quilómetros quadrados que já se tinham desfragmentado durante este mês.

O grande degelo sentido ainda não afectou drasticamente o nível do mar, porque o gelo ainda está a flutuar.


Texto retirado do site.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pedido de voluntários para trabalho de campo com o xarroco lusitano, Halobatrachus didactylus.



O xarroco lusitano é uma espécie estuarina cujos machos nidificam debaixo de pedras em águas rasas entre Maio e Agosto. Os machos emitem chamadas do seu ninho (as sirenes) em coros para atrair as fêmeas para acasalar. Os machos permanecem no ninho a prestar cuidados parentais às posturas até os juvenis adquirirem vida livre. No âmbito de um projecto financiado pela FCT sobre a comunicação acústica no xarroco lusitano, foram colocados ninhos artificiais em zonas acessíveis na maré baixa e sem influência da acção humana (base da força aérea nº 6 do Montijo) de modo a ter acesso aos machos nidificantes nas marés baixas de grande amplitude (na lua nova e lua cheia). Se bem que os registos acústicos são feitos durante as marés mortas, nas marés baixas quando se tem acesso aos ninhos existe muito trabalho que exige a participação de muitas pessoas.
São assim pedidos voluntários para dar apoio logístico nestas marés baixas de grande amplitude (assinaladas a verde no Excel em anexo) para anotar informação em papel, virar ninhos, medir peixes no campo, tirar fotografias, cronometrar tempo de amostragem de sangue para hormonas, ajudar nas anestesias para a recolha de sangue etc. No ficheiro de Excel em anexo estão assinaladas a verde as datas e horas das marés prováveis para estas saídas de campo. De notar que quando há uma série de dias em que as marés são boas não se faz a amostragem em todos os dias mas no primeiro ou segundo que seja conveniente.
Quem estiver interessado em participar neste trabalho pode enviar um email para amorim@ispa.pt dando o vosso nome, tm, email de contacto, cv muito resumido e disponibilidade geral de participação no trabalho.
Agradeço a vossa atenção
Clara Amorim

Montijo
http://www.hidrografico.pt/previsao-mares.php
http://br.weather.com/weather/local/POXX0018?x=10&y=19

Data no servidor: 2009-02-17 11:14 +0000
Como a data no servidor do IH é a acima referida à na altura em que fiz este excel, é preciso acrescentar sempre 1 hora ao horários dos picos.
Quando mudar a hora oficialmente o servidor do IH já acrescentará 1 hora automaticamente. Portanto se virem online depois da mudança de hora oficial já não será necessário acrescentar 1 hora ao horário dos picos.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Fotos do Parque Biológico de Gaia

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Programa Marinho da SPEA procura Voluntários



O Programa Marinho da SPEA está a realizar inquéritos a pescadores sobre a interacção da Pesca com as Aves, de modo a tentar avaliar o impacto que as capturas acidentais poderão ter em algumas espécies de aves marinhas. Procuramos voluntários que estejam interessados em realizar estes inquéritos nos seguintes portos de pesca: Matosinhos, Figueira da Foz, Sesimbra, Setúbal e Sines (recomenda-se que os voluntários residam ou se encontrem na área geográfica perto destes locais). Todas as despesas de deslocação e alimentação serão asseguradas pela SPEA, assim como um seguro de acidentes pessoais.

Os interessados deverão enviar um e-mail para joana.andrade@spea.pt até ao dia 28 de Abril, descrevendo brevemente qual a sua disponibilidade e interesse em colaborar com a SPEA.

domingo, 19 de abril de 2009

CONFERÊNCIAS CHARLES DARWIN 1º PAINEL – Biologia Evolutiva






Octávio Mateus

Museu da Lourinhã/Universidade Nova de Lisboa - http://www.museulourinha.org/

RESUMO: "A Evolução na perspectiva da paleontologia"

Os fósseis são um dos melhores testemunhos da evolução pois frequentemente mostram exemplos de organismos já extintos que foram uma etapa no processo de transformação lenta e gradual, cumulativa e adaptativa, não aleatória, a que chamamos evolução.

Excelentes exemplos são dados pelos vertebrados fósseis e pelos dinossauros. A evolução gradual destes animais de corpo reptiliano e sangue frio até às aves de sangue quente que hoje dominam tantos habitats terrestres é exemplificada por milhares de fósseis. É hoje claro que os dinossauros carnívoros terópodes deram origem às aves o que é patenteado por vários fósseis de dinossauros com penas. A origem de outros grupos de vertebrados como os cetáceos, os anfíbios e até os humanos está hoje bem suportada pelo registo fóssil.


Carlos Manuel Varela Bettencourt

Licenciado em Medicina Veterinária pela Escola Superior de Medicina Veterinária de Lisboa, Mestre em Fisiologia da Reprodução pela Universidade do Utah, Logan, EUA e Doutor em Fisiologia da Reprodução pela Universidade do Missouri, Columbia, Mo., EUA. É, entre outros, Responsável pela Gestão do Centro de Experimentação do Baixo Alentejo, Técnico Superior da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, Professor convidado de Fisiologia Animal e de Reprodução, Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina Veterinária da ULHT e Professor Auxiliar (30%) do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Medicina Veterinária (Teriogenologia). Está envolvido em diversos projectos de melhoramento e conservação genética (ex situ e in situ) de raças autóctones das espécies bovinas, ovinas, suínos e caprinos e autor de numerosas publicações na área da produção e fisiologia da reprodução de raças autóctones de espécies pecuárias.

RESUMO: O que Darwin não sabia sobre as espécies pecuárias portuguesas

"One species does change into another"- Darwin, 1837

“It is a truly wonderful fact... that all animals and all plants throughout all time and space should be related to each other.... I can see no explanation of this great fact in the classification of all organic beings; but to the best of my judgment, it is explained through inheritance and the complex action of natural selection." - Darwin, 1859

“I soon perceived that selection was the keystone of man's success in making useful races of animals and plants. But how selection could be applied to organisms living in a state of nature remained for some time a mystery to me.”- Darwin, 1887

Quando Charles Darwin em 1859 publicou pela primeira vez “On the Origin of Species”, assumiu que este trabalho era só o início: "In the distant future I see open fields for far more important researches,". O tempo veio a provar que estava certo e que, embora passados 150 anos, o conteúdo científico da sua obra se mantém relevante. Se atendermos ao facto que o termo “genética” só surge em 1905, 23 anos depois da sua morte, compreendemos a importância do “evolucionismo” na interpretação da biodiversidade fenotípica que caracterizava, à data, as populações animais existentes. Portugal, em termos de animais domésticos, mantém uma diversidade genética considerável, representada por 15 raças de ovinos, 5 de caprinos, 15 de bovinos, 3 de suínos, 4 de equinos, e 3 de galináceos. Estas raças constituem um património único desenvolvido ao longo de séculos. No entanto, e segundo os critérios da FAO, mais de metade das raças nacionais encontra-se actualmente em risco de extinção. À luz do “Darwinismo” a evolução destas espécies seria previsível se não houvesse intervenção do homem: “Man thus closely imitates Natural Selection”. A selecção “humana”, em muitos casos, sobrepõe-se á natural conduzindo ao “abismo” muitos recursos naturais. Inúmeros exemplos se aplicam à realidade portuguesa. Exemplos da responsabilidade do homem na quase extinção de raças bovinas autóctones tais como a Cachena, a Algarvia ou a Garvoneza, ou ovinas como a Campaniça e Merina Preta, ou a da suína Bísara e Malhado de Alcobaça ou das caprinas Algarvia e Serpentina são ilustrativos da teoria preconizada há 150 anos por Charles Darwin.

“Analogy would lead me one step further, namely, to the belief that all animals and plants have descended from someone prototype. But analogy may be a deceitful guide. Nevertheless all living things have much in common” Darwin, 1839.

“That methodical selection has done wonders within a recent period in modifying our cattle, no one doubts”. Darwin, 1868.

As semelhanças fenotípicas que se verificam entre algumas espécies pecuárias da América Latina e da Península Ibérica têm levado a comunidade científica a questionar-se sobre a sua origem. Curiosamente, raças sul americanas tais como a cabra Moxotó, o bovino Caracu, e o porco Nilo, embora apresentem características morfológicas comuns a congéneres ibéricas, esta proximidade, quando medida por com marcadores genéticos, até nem é muito grande. As diferenças poderão ser enquadradas numa teoria “evolucionista”? Terão resultado de um processo de selecção natural e/ou artificial durante 500 anos? Será que a selecção natural/artificial as foi afastando do material de origem? Terá sido um processo de deriva genética, em que uma pequena amostra levada originalmente já não estará representada hoje em dia? As novas biotecnologias actuais permitem responder a algumas das questões deixadas em aberto por Darwin em 1839 na “Voyage of the Beagle”. Muitas no entanto ficam ainda por responder!


Teresa Avelar

Teresa Avelar (n. 1957) obteve em 1979 a Licenciatura em Biologia na Universidade de Norwich, Reino Unido, mas, por não lhe ter sido concedida equivalência em Portugal, tornou a licenciar-se em 1983 na Universidade de Lisboa. Em 1991 obteve o Doutoramento em Biologia na Universidade de Lisboa. Desde então leccionou no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (Lisboa) e na Universidade Lusófona. As suas publicações incluem os livros Ecologia das populações e comunidades (1996, Edições Gulbenkian, em colaboração com M.T. Rocha Pité), Quem tem medo de Charles Darwin (2004, Relógio d’Água, em colaboração com M. Matos e C. Rego) e Evolução e Criacionismo – uma relação impossível (2007, Quasi Edições, em colaboração com A. Gaspar, O. Mateus e F. Almada), e Evolução a duas vozes: Darwin e a Evolução, (2009, Bertrand Editora). Ao nível de investigação, colaborou com Margarida Matos em aspectos teóricos relacionados com a adaptação ao laboratório em Drosophila. Os seus interesses são principalmente na área da Evolução e História da Biologia Evolutiva.

RESUMO: Selecção natural e microevolução

Quando Darwin publicou A Origem das Espécies e propôs a selecção natural como principal mecanismo evolutivo, não havia dados empíricos demonstrando directamente a acção da selecção na Natureza. Hoje os exemplos são inúmeros – não só nos casos microorganismos que nós seleccionámos inadvertidamente para maior resistência a antibióticos, como em animais e plantas na Natureza. Iremos detalhar apenas alguns exemplos, escolhidos de modo a ilustrar a importância das contingências na selecção e a diversidade de espécies em que podemos demonstrar a sua acção.

Saída de Campo ao Parque Biológico de Gaia Realizada




A saída de campo ao Parque Biológico de Gaia, foi realizada com êxito. Foram observadas várias espécies de mamíferos e aves e algumas de répteis e anfíbios. O parque possuí também uma grande variedade no que toca a flora, porpocionando um bom ambiente para as espécies de animais que o habitam.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Conferências Charles Darwin na Universidade Lusófona


27 de Abril
15:00h-17:30h
BIOLOGIA EVOLUTIVA
Auditório Victor de Sá

- Octávio Mateus
"A Evolução na perspectiva da paleontologia"

- Carlos Manuel Varela Bettencourt
"O que Darwin não sabia sobre as espécies pecuárias portuguesas"

- Teresa Avelar
"Selecção natural e microevolução"


05 de Maio
15:00h-17:30h
OLHARES SOBRE DARWIN
Auditório Victor de Sá


19 de Maio
15:00h-17:30h
EVOLUCIONISMO E SOCIEDADE
Auditório Agostinho da Silva

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Ciclo de conferências: A Evolução de Darwin


14-Abril: Lynn Margulis, Univ Massachussets (US) - "Evolution ona Gaia Planet: Darwin's legacy"


"Lynn Margulis é uma das referências internacionais da Biologia.
Juntamente com James Watson (co-descobridor da estrutura do DNA) será por ventura a bióloga viva com mais relevo e presença em livros de texto de Biologia, desde o nível secundário ao universitário.
Grande parte deste relevo advém da sua longa paixão pelas origens da vida e da sua organização tal como a conhecemos, que a levou a trabalhar e ser umas das divulgadoras mais importantes a todos os níveis de audiência, na teoria da endossimbiose, que hoje é aceite universalmente como a hipótese mais plausível da transição das células procarióticas - sem núcleo (bactérias, arquea) para eucarióticas - com núcleo (protozoários, plantas, fungos eanimais) (vide o artigo histórico de 1968, Science. 161:1020-1022).

Possuidora de uma cultura biológica enciclopédica, e de um espirito de investigação e experimental notável, Lynn associa-lhes uma energia e intensidade raras, que a leva também a ser uma autora prolífica, com mais de uma centena de artigos cientificos, e uma série de livros clássicos que divulgaram estas ideias pelo público em geral, muitos em co-autoria com o seu filho Dorian Sagan, no belíssimo "What is life", uma re-iteração do livro de Erwan Schrodinger que poderá ter revolucionado a Biologia do séc. XX.
Em 1974 Lynn seria co-autora com James Lovelock de um artigo paradigmático em que funda o conceito de Gaia (Homeostatic tendencies of the earth's atmosphere.Lovelock JE, Margulis L. Orig Life. 1974 Jan-Apr;5(1):93-103) que, simultaneamente, serviu de bandeira a grande número de movimentos ambientalistas, e por outro formou uma interface extraordinariamente fecunda entre a Biologia, a Geologia e a Meterologia para o entendimento da complexidade do planeta e da sua sustentabilidade.


Esta energia tem sido também aclamada pelo mundo inteiro nas centenas de conferências e seminários que Lynn profere todos os anos. Por todos os motivos, a não perder."


A Professora Margulis falará em inglês, com tradução simultânea para português.


ATENÇÃO: esta conferência, excepcionalmente, poderá NÃO SER transmitida por webcast pela FCCN. O mais seguro é aparecer naGulbenkian, mas tentaremos manter o público alerta, consulte a webpage da gulbenkian (http://www.gulbenkian.pt/)

X Jornadas de Biologia Aplicada - "Biologia em Jogo"

No seguimento da tradição de anos anteriores, vão realizar-se as X
Jornadas de Biologia Aplicada 08/09, subordinadas ao tema "Biologia em
Jogo". Este evento é organizado por uma Comissão de alunos finalistas
do curso de Biologia Aplicada, em colaboração com o Núcleo de
Estudantes de Biologia Aplicada da Universidade do Minho.

As Jornadas de Biologia Aplicada vão decorrer entre os dias 22 e 25 de
Abril de 2009 no Campus de Gualtar da Universidade do Minho, com
apresentação temática de trabalhos científicos, realização de
workshops, exibição de documentários e tertúlias.

Dia 22 canta-se os Parabéns pelo 10º aniversário das Jornadas, dia 23
são lançados os dados à Biotecnologia, dia 24 ao ambiente e no último
dia joga-se com a Saúde.

Ainda será possível ver, durante a realização das Jornadas, uma
exposição de cartoons subordinado ao tema “Darwin 2009: Odisseia da
Evolução” com trabalhos de cartoonistas de todo o mundo, celebrando
desta forma os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos
da publicação da obra “A origem das Espécies”.

As inscrições e mais informações estão disponíveis no site: www.xjornadasba.com

Lança-te na Biologia e não percas a jogada!

domingo, 12 de abril de 2009

Portugueses com maior predisposição ao Parkinson

"Portugal é um dos países europeus mais predisposto ao Parkinson por causa de uma mutação genética frequente na população portuguesa, conhecida por Park 8, e que está associada àquela doença, revela uma investigação do Hospital de Santa Maria (Lisboa).

"Há alterações genéticas que são particularmente frequentes na população portuguesa, nomeadamente a Park 8, que é uma mutação associada a esta doença e que é particularmente prevalente nos países do Sul da Europa, principalmente em Portugal e Espanha", disse à agência Lusa Joaquim Ferreira, neurologista do Hospital Santa Maria.

Joaquim Ferreira, que falava à Lusa a propósito do Dia Mundial da Doença de Parkinson, que se assinalou sábado, adiantou que actualmente "não há nenhuma forma de prevenir a doença de Parkinson", que, segundo estimativas, afecta cerca de 20 mil portugueses.

Mas, segundo o neurologista, este estudo sobre as alterações genéticas ligadas à doença de Parkinson pode permitir que pessoas em risco de vir a ter a doença nunca a cheguem a desenvolver.

"Se nós conseguirmos saber mais sobre essas alterações genéticas podemos eventualmente vir a identificar pessoas em risco de terem a doença mesmo antes dos sinais aparecerem e estudar medicamentos que possam ser testados nessas pessoas", explicou o médico da Sociedade Portuguesa de Neurologia.

O neurologista adiantou que os investigadores estão a trabalhar para que "daqui a 10 ou 20 anos possa haver armas que permitam que pessoas em risco de vir a ter a doença nunca cheguem a desenvolver os sinais".

"É uma área de investigação importante, com a relevância de que Portugal provavelmente é uma área de risco adicional porque essa mutação existe frequentemente na população de doentes", sublinhou à Lusa o também coordenador do estudo.

O neurologista salientou ainda que esta investigação dá "uma mensagem de esperança e de optimismo de que há coisas a acontecer" nesta área em Portugal, que está a fazer investigação em parceria com outros centros europeus.

A doença de Parkinson é uma doença crónica neurodegenerativa que afecta uma região do cérebro, provocando um desequilíbrio do sistema nervoso que afecta os movimentos corporais."




Texto retirado de: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/Portugueses+com+maior+predisposicao+ao+Parkinson.htm

sábado, 11 de abril de 2009

Baleia Piloto recuperada irá para os Estados Unidos


A Baleia Piloto (Globicephala melaena) macho que arrojou na praia da Nazaré, e que tem estado em recuperação no Jardim Zoológico de Lisboa, irá ser enviada para o Sea World Califórnia.
Inicialmente, esteve no Centro de Reabilitação de Quiaios, mas acabou por ir para o Jardim Zoológico de Lisboa, porque a piscina de Quiaios não era muito grande. A razão desta acção, é o facto de o jardim Zoológico não possuir tanques com espaço suficiente para um animal desta espécie, no estado adulto. Durante 2 anos, a baleia esteve em recuperação e pôde crescer com os cuidados necessários à sua sobrevivência, agora que será transferida para um novo lar, irá ter a companhia de 2 Baleias Piloto fêmeas, e outros 9 golfinhos Roazes Corvineiros (Tursiops truncatus).

A recuperação deste animal foi um sucesso, embora não seja possível liberta-lo, pois devido ao facto de ter sido resgatado ainda muito jovem, não teve a possibilidade de aprender a sobreviver em liberdade, sendo por isso que provavelmente, terá de viver toda a sua vida em cativeiro.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Redução de níquel nos oceanos fez aparecer formas complexas de vida

O aumento da concentração de oxigénio na atmosfera que permitiu o aparecimento das formas complexas de vida deveu-se a uma redução da quantidade de níquel na Terra há 2,4 mil milhões de anos.


Esta é a conclusão de um estudo de investigadores norte-americanos e canadianos hoje publicado na revista Nature.

Segundo os cientistas, a oxigenação "alterou de forma irremediável o ambiente à superfície da Terra e tornou possível as formas de vida avançadas", segundo Dominique Papineau, do Laboratório de Geofísica do Instituto Carnegie e co-autor do estudo.

Naquela época, a vida na Terra limitava-se a organismos simples, os archea e as bactérias. Só depois da oxigenação da atmosfera surgiram os eucariotas, terceiro grande ramo da árvore da vida a que pertencem todas as plantas e animais pluricelulares.

Os investigadores já sabiam que o aumento da concentração de oxigénio se deveu ao declínio rápido do nível de metano na atmosfera, mas desconheciam a causa.

Ao analisar formações rochosas anteriores a 2,4 mil milhões de anos, a equipa de Kurt Konhauser, da Universidade de Alberta em Edmonton, no Canadá, constatou que os níveis de níquel caíram bruscamente pouco antes de o oxigénio se tornar mais abundante.

Organismos consumiam níquel

Antes da oxigenação, a vida era dominada pelos metanogenes, organismos unicelulares que rejeitam metano em grandes quantidades e impedem a concentração do oxigénio na atmosfera. Para metabolizar o metano, esses organismos consumiam níquel, que há 2,7 mil milhões de anos estava presente à superfície do planeta em quantidade 400 vezes superior à que se regista actualmente.

Há 2,5 mil milhões de anos, a quantidade de níquel já tinha baixado para metade e algumas centenas de milhões de anos depois os metanogenes estavam em declínio, por falta de nutrientes.

Esse declínio abriu caminho à multiplicação das cianobactérias, e depois ao aparecimento de organismos mais complexos, entre os quais, várias centenas de milhões de anos depois, os eucariotas.

Os cientistas pensam que a diminuição da quantidade de níquel à superfície da Terra se deveu a uma alteração de temperatura no manto que provocou uma diminuição dos fluxos de lava ricos em níquel do interior do planeta para os oceanos.

Informação retirada de: site

quinta-feira, 26 de março de 2009


27 de Março # 18h00 # Doutora Nathalie Gontier

Evolutionary Epistemology exemplified by the evolutionary origin of language


Local: Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Edifício C8, Sala 8.2.06.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Churrascada e Arraial - Bilhetes à venda pelo BioC.E.L.


Olá a todos,

No dia 26 de Março (Quinta-Feira) irá realizar-se mais um Arraial da Lusófona, desta vez no Cenoura do Rio (Parque das Nações).

O arraial vai começar às 19 horas e terminar às 04 horas, sendo que o seu preço vai ser de 12€ com direito a jantar à discrição (febras, batatas fritas, porco) até à meia-noite e com direito a duas bebidas também.

Falem com os membros do Núcleo de Biologia se estão à procura de bilhetes e até lá!

domingo, 22 de março de 2009

Nasceram mais três linces ibéricos na Andaluzia


"Três linces ibéricos, animais em maior perigo no mundo, nasceram, na quarta-feira, numa reserva natural na Andaluzia, elevando para 27 o número de nascimentos no local, revelou hoje a ministra espanhola do Meio Ambiente.


O nascimento das três crias ocorreu no Parque Nacional Doñana, ao abrigo de um programa de recuperação da espécie, iniciado há seis anos.


De acordo com a ministra Elena Mangana, são esperados para Abril os nascimentos de mais 20 linces ibéricos, classificados pela União Internacional para a Conservação da Natureza como a espécie que está mais ameaçada, devido à perda do seu "habitat" natural, envenenamento, atropelamento e caça ilegal.


Na semana passada, uma fêmea grávida foi encontrada morta depois de ter sido alvejada.


Na Andaluzia vivem 200 linces em estado selvagem e 50 em cativeiro.


Lusa"

Imagem e Texto retirados de: http://sic.aeiou.pt/online/noticias/vida/nasceram-mais-tres-linces-ibericos-na-andaluzia.htm

sexta-feira, 20 de março de 2009

BioHumor: Abutre-do-egito

Explicação para os que não acharam piada aqui

retirado do site

LPN - 21 de Março Dia Mundial da árvore e da Floresta



quarta-feira, 18 de março de 2009

Ciclo de Conferências na Lusófona


Nos dias 27 de Abril, 5 e 19 de Maio irá comemorar-se os 200 anos de Charles Darwin e os 150 anos da publicação de "A origem das espécies" com um ciclo de conferências.

No dia 27 de Abril o painel vai contar com os seguintes conferencistas cada um a falar acerca da sua experiência como investigadores:
Teresa Avelar

Octávio Mateus

Carlos Bettencourt

Augusta Gaspar

Como é óbvio, o BioCEL estará lá em peso e espero que os restantes alunos de Biologia sigam o exemplo.

As conferências serão nos Auditórios Agostinho da Silva e Victor de Sá, sendo a entrada livre.

segunda-feira, 16 de março de 2009

ENEB TOUR

Depois de doze anos de ENEB, este está de volta a Évora com a temática "De Volta às Origens".

O XIII ENEB (13º Encontro Nacional de Estudantes de Biologia) decorrerá na "Cidade Museu" entre os dias 4 e 7 de Abril 2009, nas instalações da Universidade de Évora. Este encontro visa promover a troca de ideias e experiências entre estudantes de ciências biológicas provenientes de todo o país, além de complementar a formação dos estudantes, pelo acesso a várias palestras e workshops no âmbito da Biologia.

Para efeitos de esclarecimentos de dúvidas, inscrições e pagamentos, no próximo dia 19 de Março (quinta-feira) alguns membros da organização do ENEB estarão no campus da nossa Universidade.

Queima do Cheque e Benção de Finalistas

Encontram-se abertas as inscrições para a Queima do Cheque até dia 15 de Abril. O evento terá lugar dia 9 de Maio na nossa universidade e destina-se a todos os finalistas. Cada inscrição tem o custo de 10 clips para sócios e de 20 clips para não sócios. Mais informações na associação académica.

Estão também abertas as inscrições para a Benção de Finalistas até dia 16 de Março. Cada inscrição tem o custo de 10 clips. O evento terá lugar na Alameda da Cidade Universitária no dia 16 de Maio e destina-se a todos os finalistas da cidade de Lisboa. Para mais informações: http://www.ecclesia.pt/pu/

domingo, 15 de março de 2009

Jardim botânico reabre estufa com fauna e flora ibérica


Para comemorar a entrada da Primavera, o Lagartagis, no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural de Lisboa, vai reabrir as portas, no sábado, dia 21 de Março, às 15h, com novas borboletas e plantas na sua estufa.


O Lagartagis constitui-se com uma espécie de refúgio ecológico que acolhe uma variedade de flora e fauna ibérica. Este biorreduto permite estudar a propagação de plantas silvestres e até se pode encontrar um lepidópteros (borboleta) mais exótico – a monarca –, que já se pode encontrar na zona algarvia.

Segundo Catarina Madruga, responsável pelo espaço, "esta é uma estufa onde a divulgação do conhecimento e a investigação surgem em paralelo". Há plantas silvestres quase desconhecidas com folhas para as lagartas, e flores e frutos para as borboletas.

Uma nova vontade de não desistir veio derrubar as barreiras impostas pelas dificuldades financeiras. Recorde-se que o centro abriu há mais de dois anos, financiado por um mecenas e que após as várias limitações acabou por fechar.
A todos os visitantes será oferecida uma pequena amostra de comida de borboletas para saborear ao longo da visita. Tendo em conta que se alimentam de pólen e frutas o lanche compõe-se de espetadas de fruta e chá adocicado com mel. Haverá ainda uma série de actividades para crianças, como pinturas faciais e em aguarela.

Com esta nova associação pretendemos aplicar ao grupo das borboletas (Insecta: Lepidoptera) as ideias fundamentais, definidas na Estratégica Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (2001):

O centro tem como objectivo primordial promover a investigação científica, o conhecimento sobre o património natural, bem como a monitorização de espécies e habitats e a valorização das áreas protegidas e desenvolver acções específicas de conservação.

Desde 2007 que estão a ser desenvolvidos esforços para intensificar a união ibérica relativa à investigação em lepidópteros.

Informação retirada de: site

sexta-feira, 13 de março de 2009

Cursos sobre Ecoturismo

Informação retirada de: site

quinta-feira, 12 de março de 2009

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UNIDADE DE RETROVÍRUS E INFECÇÕES ASSOCIADAS

CENTRO DE PATOGÉNESE MOLECULAR

BOLSA DE INVESTIGAÇÃO

Nos termos da lei nº 40/2004 de 18 de Agosto e do Regulamento de Bolsas de Investigação Científica da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, leva-se ao conhecimento dos interessados que se encontra aberto, no período de 11 de Março a 03 de Abril de 2009, concurso para a atribuição de uma Bolsa de Investigação (BI).

A bolsa insere-se no âmbito do projecto "Regulation of intracellular anti-viral defense factor APOBEC3G as therapeutic strategy to control HIV-1 infection" (PTDC/SAU-FCF/74613/2006), co-financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. O projecto pretende identificar estratégias celulares de regulação de uma proteína descrita com um factor de restricção à infecção pelo HIV-1.

Serão admitidos a concurso Licenciados/Mestres em Ciências Farmacêuticas, Biologia, Bioquímica, ou áreas científicas afins. Os candidatos devem possuir experiência em técnicas de Biologia Molecular e Virologia. O candidato escolhido terá a oportunidade de prosseguir com o trabalho num possível Doutoramento.

Os candidatos devem enviar o Curriculum Vitae e uma carta de motivação para:

Prof. Dr. João Gonçalves

Centro de Patogénese Molecular

Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa

Av. Das Forças Armadas

1649-019 Lisboa

Telefone: 217946489; Fax: 217946489; e-mail: joao.goncalves@ff.ul.pt

A bolsa terá início em data a acordar com o candidato escolhido, com o subsídio mensal de €745,00, conforme o regulamento de formação avançada de recursos humanos da FCT (http://www.fct.mctes.pt/pt/apoios/formacao/ambitoprojectos) e regulamento de Bolsas da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. As funções serão exercidas na Unidade de Retrovírus e Infecções Associadas do Centro de Patogénese Molecular.

Lisboa, 10 de Março de 2009

quarta-feira, 11 de março de 2009

Nivel do mar subirá o dobro do previsto


Durante o Congresso Científico Internacional sobre Alterações Climáticas que decorreu em Copenhaga, vários cientistas advertiram que estudos recentes apontam que o nivel do mar poderá subir o dobro do previsto no último informe mundial da ONU.

A causa principal são os glaciares, assim como as massas de gelo da Gronelândia e Antártida que estão a derreter a maior ritmo do que o esperado, para além dos oceanos continuarem a aquecer e a expandirem-se.

As observações terrestres e por satélites mais recentes mostram que o nivel do mar continua a subir 3 milimetros por ano, um valor bem acima da média do século XX.

Os científicos advertiram de que se não se reduzirem as emissões de gases de forma rápida e substancial, a subida do nivel do mar afectará, no melhor dos casos, 10% da população mundial.

Fonte: EFE