sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Jardim Zoológico e Fundação Calouste Gulbenkian em parceria

O Jardim Zoológico associou-se à Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito da exposição: “A evolução de Darwin”.



A partir de 12 de Fevereiro, data de aniversário de Darwin, poderá ver na Fundação Calouste Gulbenkian, a primeira reconstituição tridimensional do jovem Darwin. Esta exposição incluirá uma reconstituição da viagem do Beagle e do escritório do cientista. A Fundação Calouste Gulbenkian, desenvolveu também um ciclo de conferências sobre a temática. Para mais informações sobre a exposição clique aqui.






Os alunos têm ainda a oportunidade de debater com “Darwin” a teoria da evolução e comentar a sua viagem a bordo do Beagle. Para mais informações poderá telefonar para 21 723 29 60 ou enviar um e-mail para pedagogico@zoolisboa.pt


Fonte: site

Alguns efeitos das alterações climáticas são já irreversíveis

Muitos efeitos nocivos das alterações climáticas são já basicamente irreversíveis e mesmo que as emissões de dióxido de carbono sejam travadas, as temperaturas globais continuarão elevadas até pelo menos ao ano 3000. A advertência é feita por uma equipa internacional de investigadores num estudo publicado na última edição da revista norte-americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences). "As pessoas imaginavam que se deixássemos de emitir dióxido de carbono (CO2), o clima voltaria à normalidade em 100 ou 200 anos. Isso não é verdade", afirma a principal autora do estudo, Susan Solomon, da Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera (NOAA) dos Estados Unidos.

A investigadora define como "irreversível" uma alteração que permaneceria mil anos mesmo se os humanos deixassem imediatamente de lançar carbono para a atmosfera.
O estudo é publicado depois de o presidente Barack Obama anunciar medidas para melhorar a eficiência dos combustíveis e a qualidade do ar, com a justificação de que o futuro da Terra depende da diminuição da poluição do ar. Nomeadamente, Obama ordenou o reexame imediato da rejeição pela Administração Bush da decisão da Califórnia de impor normas mais estritas que as federais para reduzir as emissões de CO2 dos automóveis.

Na perspectiva de Susan Solomon, "as alterações climáticas são lentas, mas imparáveis", um argumento mais a favor de uma acção rápida, para que a situação a longo prazo não piore.

A investigadora, pertencente ao Painel Internacional para as Alterações Climáticas da ONU, assinala no estudo que as temperaturas subiram em todo o planeta e que se observam alterações nos padrões de precipitação em áreas em torno do Mediterrâneo, da África Austral e do sudoeste da América do Norte. O aquecimento climático está também na origem da expansão dos oceanos, que deverá aumentar com o degelo na Gronelândia e na Antártida, segundo os investigadores.

"Não creio que tenha sido entendida a escala a muito longo prazo da persistência destes efeitos", sublinha Susan Solomon.

O aquecimento global tem sido até agora travado pelos oceanos, porque a água absorve muita energia, segundo os cientistas, mas esse efeito positivo desvanecer-se-á com o tempo, já que os oceanos acabarão por devolver ao ar o seu calor acumulado, mantendo o planeta mais quente.

O estudo conclui que deixar o CO2 atingir 450-600 partes por milhão (ppm) terá por consequências quebras persistentes de chuva nas estações secas comparáveis à seca do "Dust Bowl" na América do Norte nos anos 1930 em zonas como o sul da Europa, o sudoeste da América do Norte, a África Austral e a parte ocidental da Austrália.

Esta diminuição de precipitação, que persistirá durante vários séculos, terá consequências diferentes segundo as zonas geográficas, desde a diminuição da água disponível a uma maior frequência de fogos, alterações de eco-sistemas e maior desertificação, conclui.

Os outros autores do estudo são Gian-Kaspar Plattner e Reto Knutti, do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça, com sede em Zurique, e Pierre Friedlingstein, do Instituto Nacional de Investigação Científica, em Gif-sur-Yvette, França. A investigação foi apoiada pelo Gabinete de Ciência do Departamento da Energia dos Estados Unidos.

Informação retirada de: site

Dia Aberto no ITQB


O ano 2009 é o ano de Darwin. Duzentos anos depois do seu nascimento e passados 150 anos da publicação do célebre livro "A Origem das Espécies", o ITQB dedica o seu 5º Dia Aberto à figura de Charles Darwin e à Teoria da Evolução.

Foi durante uma viagem de barco – a famosa viagem do Beagle – que o jovem Charles Darwin se inspirou para desenvolver as suas ideias e mais tarde elaborar a Teoria da Evolução.

No ITQB, encaramos a própria ciência como uma viagem que nos inspira. A ciência é um caminho que fazemos em que é preciso ver, experimentar, conversar, discutir, pensar, intuir, estudar, saber, duvidar, perguntar. Mas acima de tudo é preciso aventurar-se e IR.

Convidamo-lo a fazer uma pequena viagem pela investigação que fazemos. No dia 31 de Janeiro (sábado), vamos ter, no ITQB, exposições, conversas, experiências e visitas aos laboratórios.
Num dia dedicado à evolução, queremos que venha descobrir a ciência connosco.

O Dia Aberto ITQB está incluído no Projecto Oeiras Vive a Ciência, uma iniciativa conjunta do ITQB, Instituto Gulbenkian de Ciência e Câmara Municipal de Oeiras
Programa:

A evolução vista daqui
Uma viagem à investigação que fazemos para (re)descobrir o mundo à luz da evolução.
Como a química se fez vida, microrganismos primitivos, a diversidade do que vemos e do que não vemos, como os antibióticos aceleram a evolução, o papel das mutações, dirigindo a selecção.
Passeio pela tecnologia
Das ferramentas para a ciência às vantagens para a sociedade
Os bastidores da ciência*
Visita aos laboratórios do ITQB
Escutando as conversas dos átomos* (maiores de 15 anos)
Visita ao Centro de Ressonância Magnética Nuclear
Um microscópio para ver os átomos* (maiores de 12 anos)
Visita ao difractómetro de raios-X
CSI: Crescer a Saber Investigar (todas as idades)
Conheça a emoção de descobrir experimentando
Construindo a vida (todas as idades)
Use as mãos para fazer células e moléculas ou dar uma nova casa a uma planta em miniatura
Mural Arte/Ciência (todas as idades)
Recortes e colagens de revistas científicas sob orientação da artista Patrícia Noronha
À conversa com os cientistas
11h00 Proteínas: máquinas de todos os tempos – Cláudio Gomes
12h00 A esperteza das plantas – Margarida Oliveira
14h00 Oxigénio: um poluente que mudou a vida na Terra – Manuela Pereira
15h00 Uso e abuso de antibióticos: verdades e consequências – Raquel Sá Leão
16h00 Química, a ciência da mudança - Carlos C. Romão

* é necessária inscrição no local
Instituto de Tecnologia Química e Biológica
Av. da República Estação Agronómica Nacional
Telefone 21 4469350 Fax 21 4469314
Retirado do site

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Workshop sobre Conservação de Aves Estepárias


Para mais informações e inscrições consultar:site


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Novo Inquilino no Zoo de Lisboa

O Jardim Zoológico de Lisboa recebeu um gorila macho (Gorilla gorilla) de 12 anos, que veio de um zoo da Suécia para se juntar às 3 fêmeas já existentes no zoo.
A vinda deste animal para o Jardim Zoológico faz parte do Programa Europeu de Reprodução (EEP) da espécie que tenta assegurar a sua sobrevivência e contrariar a extinção destes primatas, que partilham 98% do seu ADN com o Homem. Dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) estimam que existam apenas 200.000 gorilas, sendo que o seu Estatuto de Conservação é alarmante pois encontram-se em perigo, ou criticamente em perigo, dependendo da espécie. O equilíbrio da população mundial de Gorilas está ameaçada por diversos factores, como a caça para a alimentação humana - bushmeat -, o comércio de animais vivos (em especial crias), os conflitos armados na sua área de distribuição, a destruição do seu habitat e as doenças como o vírus Ebola e outras transmitidas pelo Homem.


Novo Logótipo

Primeiro que tudo, o BioC.E.L agradece a todos aqueles participaram no concurso "Novo Logótipo BioCEL", pelo tempo dispensado em elaborar um possível logótipo. De igual modo pedimos imensas desculpas a todos os participantes pela demora na publicação dos respectivos resultados.
Apesar deste longo tempo de espera, é com muito orgulho que o nosso núcleo apresenta a sua nova cara. Os vencedores deste concurso são os alunos Ana Carvalho (elaborou o projecto) e João Serrano (realizou o tratamento de imagem), frequentadores do 1ºano do curso de Biologia da nossa faculdade.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Energias emergentes com objectivos europeus


"O workshop “Future Energy: Research, Innovation and Technology” – que irá decorrer de 2 a 3 de Março no Complexo Interdisciplinar do Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa – tem o objectivo de juntar políticos, fornecedores de tecnologia, stakeholders (clientes ou colaboradores intervenientes no processo) e investigadores de modo a discutirem a melhor forma de atingir os objectivos europeus de sustentabilidade, competitividade e segurança no fornecimento de energia, com foco nas tecnologias de baixo carbono.


As novas políticas europeias dão prioridade ao desenvolvimento e exploração de novas tecnologias e de I&D na área da energia e das alterações climáticas. Neste contexto, a Comissão Europeia lançou o European Strategic Energy Technology Plan (SET-Plan) com o objectivo de acelerar o desenvolvimento e a implementação de tecnologias de baixo carbono.


É na linha das novas políticas europeias sobre tecnologias energéticas, que o Grupo de Investigação em Energia e Desenvolvimento Sustentável (RGESD) do Departamento de Energia Mecânica (IDMEC) do IST, organiza o workshop.


A iniciativa está inserida no âmbito do projecto EMINENT (Early Market Introduction of New ENergy Technologies in liaison with science and industry), uma acção financiada pela Direcção Geral dos Transportes e da Energia da Comissão Europeia em 2003, e terminou em 2005.


Avaliar potencial das tecnologias


Segundo Sandrina Pereira, membro da equipa de investigação do IST, o principal objectivo deste trabalho visa “promover tecnologias na área das energias, que ainda não estejam em desenvolvimento, através de um novo software”. A investigadora avançou ainda que a equipa “analisa ferramentas tecnológicas emergentes para depois as comparar com outras já mais maduras para perceber o seu impacto no mercado, quer seja a nível ambiental, económico ou financeiro”.


Actualmente, a atenção do IST recai sobre a análise mais detalhada da tecnologia da energia eólica em meios urbanos, desenvolvida pelo seu parceiro Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologias de Inovação (INETI).


Devido ao seu sucesso, seguiu-se o projecto EMINENT 2, que teve início em 2006. Esta medida tem como objectivo principal avaliar o potencial comercial de tecnologias emergentes – EST (Early Stage Technologies) – e acelerar a sua introdução no mercado. Para isso, foi criado um software que analisa e avalia estas tecnologias, a nível ambiental, económico e financeiro, comparando-as com tecnologias comerciais."




Voluntariado - EVS Kemeri National Park

Projecto: Kemeri National Park
Local: Jurmala (Latvia)
Duração: 6 meses
Data estimada de início: 1 Abril 2009

Condições: alojamento, alimentação, 1 viagem de ida e volta, curso de línguas, seguro de saúde e "pocket money" pagos pelo Programa Juventude em Acção durante o voluntariado.

Prazo para candidaturas (CV e carta de motivação em inglês): 31-01-09

Interessados Contactar:
Centro de Convergência / GAIA Alentejo
Centro Social da Aldeia das Amoreiras
7630-513 Aldeia das Amoreiras
Site: www.centrodeconvergencia.org / www.gaia.org.pt
E-mail: alentejo@gaia.org.ptEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
Tel: 283 925 032

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Documentário: Orgasmic Birth

A Associação Portuguesa pela Humanização do Parto começa este novo ano com a projecção gratuita do documentário "Orgasmic Birth" (Parto Orgástico) da Debra Pascali-Bonaro, em Portugal nos dias 30 de Janeiro no Porto, Lisboa e Aveiro e 1 de Fevereiro em Coimbra.

O filme apresenta partos naturais em que o poder é restituído à mulher, e em que as únicas drogas presentes são as hormonas naturais. "Parto Orgástico é um tesouro. Permite-me plantar sementes do parto humanizado na mente das participantes das minhas aulas de preparação para o parto. O filme ajuda-as a encontrar o poder de optar pelo parto normal e não intervencionado. Traz me a esperança de famílias ligadas e cheias de amor para as próximas gerações. Eu agradeço a todos os pais que aceitaram com tanta generosidade deixar filmar os seus partos, e a ideia de trazer a noção de parto orgástico na nossa cultura. Eu estou muita animada acerca das mudanças que este filme provocará na vida das pessoas, nos seus partos, e na sociedade em geral" (Barbara, educadora perinatal, USA).

Fica o convite para entrar nesta viagem pela intimidade de vários nascimentos e por diferentes modelos de cuidado perinatal, que seguramente o levará a reexaminar a forma como se vive o parto em Portugal. As sessões de filmes serão seguidas de um debate animado por membros da HumPar.

Fonte: site

Anúncios de Bolsas de Investigação

Dois anúncios para a atribuição de duas bolsas de investigação no CCMAR - Centro de Ciências do Mar , no âmbito dos projectos financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia:

- PTDC/MAR/71685/2006 designado por - “HYDRAA – Improved dietary nitrogen formulations for marine fish larvae: effects on growth performance and skeletal formation“ http://www.requimte.pt/files/1232623211_CCMAR_BI_0001_2009_HYDRAA_4fev.pdf

- PTDC/QUI/67674/2006, designado por “Estudos de reactividade em derivados de tetrazole e isotiazole; derivados isotiazolílicos de tetrazol como potenciais ligandos bidentados e sua aplicação em catálise” http://www.requimte.pt/files/1232623274_CCMAR_BI_0003_2009_5fev.pdf


Todas as informações podem ser consultadas em:

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cientistas desenvolvem nanorobot com espessura de dois cabelos para operar cérebro


Cientistas australianos desenvolveram um nanorobot com um diâmetro de 250 nanómetros (a espessura de dois a três cabelos), potencialmente capaz de operar o cérebro, como no filme de ficção científica “Viagem Fantástica”, realizado em 1966.

“Procuramos algo que possa ser colocado nas artérias humanas, particularmente quando as tecnologias tradicionais não podem ser utilizadas”, declarou James Friend, do Laboratório de Nanofísica da Universidade Monash, em Clayton, Austrália, e co-autor de um estudo publicado no Journal of Micromechanics and Microengeneering.

A dificuldade esteve no desenvolvimento, para um robot desta dimensão, de um motor capaz de “ir contra a corrente” nos vasos sanguíneos.

O motor do robot foi baptizado de Proteus, o nome do submarino em miniatura que no filme transporta os médicos e seus auxiliares, reduzidos a um tamanho microscópico, para penetrar na perna de um agente infiltrado da União Soviética e destruir um coágulo no cérebro.

Fonte: site

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Plataforma de gelo Wilkins quase a soltar-se da Antárctida

As alterações climáticas serão o motivo para que uma enorme plataforma de gelo (chamada Wilkins), do tamanho da Jamaica, se esteja a soltar na Antárctica. A British Antarctic Survey (BAS), uma instituição britânica dedicada ao estudo do continente, afirmou à Reuters que pouco mais do que um filamento mantém a plataforma unida ao continente: "Por milagre ainda está ligada. Se estava por um fio no ano passado, este ano está por um filamento", afirmou o glaciologista David Vaughan.

A instituição captou imagens via satélite e de vídeo de um bloco gigantesco, de mais de 40 quilómetros de comprimento e de 2500 metros de largura (diminuindo em algumas partes até aos 500 metros), a separar-se aos poucos da península Antárctida, num movimento que ainda não estabilizou. Os cientistas dizem que a ligação pode manter-se durante meses ou apenas dias, “pode soltar-se a qualquer minuto", afirmou Vaughan.

David Vaughan crê que foi ver o estertor da Plataforma de Gelo Wilkins, ao sair do primeiro - e eventualmente último - avião a pousar perto da parte mais estreita do gelo. Em 1950, a plataforma tinha quase cem quilómetros de largura, e que chegou a cobrir 16 mil quilómetros quadrados. Na descrição do analista, há icebergues em torno da plataforma e vêem-se algumas focas sobre os blocos de gelo.

Nos últimos 50 anos, nove plataformas diminuíram de tamanho ou desabaram na Península Antárctica, numa tendência atribuída ao efeito estufa. É uma consequência do aquecimento global, afirma o próprio Vaughan.

Fonte: site

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

LINCE-IBÉRICO: perguntas e respostas

1. Qual é a situação do lince-ibérico em Portugal?

Em Portugal, a espécie vive uma situação gravíssima, que designamos por pré-extinção. A classificação de “criticamente em perigo” foi-lhe atribuída pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, publicado em 2005.
Nos últimos anos, usando algumas das metodologias mais recomendáveis para detectar a espécie (e.g. procura de vestígios indirectos no campo, armadilhagem fotográfica) não foi possível detectar nenhuma população reprodutora, como as duas únicas que actualmente existem na Andaluzia. Das 5 áreas de ocorrência da espécie nas décadas de 1970 a 1990 – “Serras Centrais Ocidentais (Malcata-Nisa-S. Mamede)”, “Vale do Guadiana”, “Algarve-Odemira” e “Vale do Sado”-, a espécie poderá ocorrer ainda no “Vale do Guadiana”. Podem existir outros animais, mais ou menos isolados, acantonados ou efectuando tentativas de dispersão que nos será sempre difícil detectar.
Para avaliar as dificuldades de detectar a sua presença, é preciso conhecer as características ecológicas e comportamentais do lince ibérico: apesar de ser grande, um grande gato, tem hábitos discretíssimos, abriga-se em locais pouco acessíveis aos humanos e, nas suas actividades exclusivamente crepusculares e nocturnas, evita o mais possível o contacto com o Homem.
Por isso, qualquer informação sobre a sua ocorrência, depois de devidamente investigada e validada, é sempre um elemento chave. Não há desse ponto de vista informação que possa ser desprezada ou negligenciada. Em 2003, foi descoberto um excremento no Vale do Guadiana, excremento analisado em laboratório e no qual uma análise pericial detectou DNA de lince-ibérico, um indício inequívoco da sua presença que alguns quiseram transformar num motivo de chacota. Foi uma postura muito pouco séria, que não contribuiu para construir a imagem certa relativamente aos esforços de conservação que se exigem para salvar o felídeo mais ameaçado do Mundo.

2. Como explica que se tenham extinto as populações existentes nos anos 70-90, quando já existia protecção legal para a espécie? Será que foram feitos todos os esforços necessários?
Apesar da classificação de áreas para a sua protecção (a Reserva Natural da Serra da Malcata, em 1981), do enquadramento legal dado pela Convenção de Berna (desde 1981) e da Directiva Habitats (desde 1991), e do estatuto de “Em Perigo” atribuído pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal publicado em 1991, a potencial evolução da espécie para um quadro de pré-extinção não foi suficientemente diagnosticado.
Durante este período, agravaram-se algumas situações relacionadas com a fragmentação das populações, a disponibilidade das presas, e a regressão dos matagais mediterrânicos.
- existiam já pequenos núcleos de indivíduos mais ou menos isolados mas não se dispunha de estudos populacionais que quantificassem os efectivos e as condições de reprodução em que se encontravam;
- ocorreu o declínio do coelho-bravo, provocado sobretudo pela epidemia de febre hemorrágica;
- matagais mediterrânicos bem desenvolvidos regrediram, em parte devido à reconversão destes cobertos para outros usos do solo, em parte devido à sua destruição pelo fogo; estes ocorriam nas áreas históricas de lince, mas também entre elas, garantindo a possibilidade física de os animais se dispersarem, mantendo um certo fluxo genético e uma certa capacidade de colonizarem novas áreas.
Em Espanha, onde nessa época existia uma situação mais favorável que a vivida em Portugal, verificou-se um declínio continuado muito idêntico e as causas parecem ter sido as mesmas.

3. O que é que tem sido feito nos últimos 5 anos em Portugal?

Associados aos esforços de conservação do lince-ibérico é possível identificar diversos intervenientes: o ICN, algumas empresas, como a EDIA e as Águas do Algarve, ONGs e institutos de investigação.
Em 2002, numa fase em que os esforços já se concertavam com os que os nossos homólogos espanhóis vinham desenvolvendo, O ICNB executou no território nacional a sua parte no censo ibérico: usou-se a mesma metodologia para que os resultados fossem comparáveis. Mais de 4200 km lineares foram cobertos com um esforço de prospecção de 1975 horas-pessoa. As conclusões foram que, na maior parte da zona de distribuição histórica do lince, a densidade de coelho-bravo estaria abaixo da necessária para a viabilização de uma população reprodutora.
Diversos projectos no sentido de recuperar o habitat do lince-ibérico e fomentar a densidade das suas presas foram implementados:
- Com a responsabilidade do ICN, LIFE-Natureza “Recuperação do habitat e presas do lince-ibérico na Serra da Malcata” (1999-2003);
- Com a responsabilidade do ICN, POA “Gestão de espécies e habitats da RNSM” (2003-2004), com um orçamento total de 3.228.980 euros, comparticipados pelo FEDER a 75%
- Parceria entre a EDIA e o ICN “Recuperação das populações de coelho-bravo na área classificada de Moura-Mourão-Barrancos”
Em 2006 começou o Programa Life, dinamizado pela LPN, que entre outras acções enquadra um projecto Life-Natureza para Mourão-Barrancos (Outubro de 2006 a Setembro de 2009). É parceiro deste projecto uma organização não-governamental internacional de defesa do ambiente (FFI – Flora and Fauna International) e um centro de investigação nacional (Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE).
No quadro das medidas de compensação e sobrecompensação da Barragem de Odelouca, será construído um Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince-Ibérico, cuja conclusão está prevista para 31 de Dezembro de 2008, com um investimento de 3,6 milhões de euros. No passado 28 de Julho, foi assinada a escritura de aquisição da Herdade das Santinhas, onde funcionará, pela empresa concessionária da barragem, “Aguas do Algarve”.
No próximo dia 31 de Agosto, será assinado o Acordo de Cooperação entre Portugal e Espanha relativo ao programa de reprodução em cativeiro do lince ibérico. As Partes comprometem-se a:
a) Incluir as áreas potenciais de presença de lince em território português, identificadas mediante critérios homogéneos com os utilizados no Reino de Espanha, entre as áreas susceptíveis de acolher futuras reintroduções a partir do programa de criação em cativeiro; isto implica da nossa parte o comprometimento de recuperar o habitat do lince-ibérico e de fomentar as susa presas para que possam existir condições para voltar ao meio natural;
b) Estabelecer em território português um centro exclusivo de reprodução ex situ, tendo em conta as respectivas normas adoptadas pela Comissão Mista para a Conservação do Lince Ibérico (CMCLI), e que se integrará na rede de centros de reprodução em cativeiro do lince ibérico; trata-se do centro a construir na Herdade das Santinhas;
c) Assegurar que, imediatamente após a aprovação pela Comissão Mista para a Conservação do Lince ibérico (CCLI) do projecto de construção do centro em Portugal e previamente à sua construção, será adoptado o protocolo de cedência, por parte do Reino de Espanha à República Portuguesa, de exemplares de lince ibérico, em boas condições sanitárias e viáveis para a reprodução e em número adequado ao funcionamento desse centro de reprodução em cativeiro. A cedência de animais por parte de Espanha garantirá o funcionamento do centro e a participação de Portugal no esforço conjunto para recuperar o lince-ibérico.
A situação da espécie é tão crítica que só a colaboração entre Portugal e Espanha poderá reverter a situação de declínio em que se encontra. Indivíduos e áreas de habitat de ocorrência (reais ou potenciais) são o capital a proteger e gerir de forma muito cuidadosa e sabedora, para que se evitem mais perdas de condições de recuperação da espécie.

Prepara-se ainda o “Plano de Acção para a Conservação do Lince-Ibérico em Portugal”, um documento estratégico que enquadrará as acções que se vierem a desenvolver num futuro próximo.

4. Porquê um Plano de Acção?

O Plano de Acção pode permitir fazer mais e melhor, e tornar a da conservação do lince-ibérico como uma questão pública e um imperativo da sociedade. Note-se a responsabilidade que temos na conservação de uma espécie que é endémica da Península Ibérica, um património mundial do qual Portugal e Espanha são os únicos curadores.
No quadro de um Plano de Acção será possível definir quais as acções verdadeiramente prioritárias, identificar e mobilizar diferentes parceiros, articular os esforços e ir avaliando o sucesso do trabalho desenvolvido.
A concretização de um Plano de Acção para a Conservação do Lince-ibérico tem sido reclamado por diversas entidades nacionais e internacionais, nomeadamente o Comité Permanente da Convenção de Berna (Recomendações nº19 (1991) e nº 82 (2000)), e o país já se comprometeu a elaborá-lo e a implementá-lo.
Aguardaram-se e aguardam-se algumas condições para lançar o Plano de Acção. Foi dada relevância a uma prévia reestruturação da autoridade nacional para a CNB, o ICNB, e à preparação de um novo regime jurídico da CNB, que se espera adoptar muito em breve.

5. Quais as acções de conservação preconizadas?

Resumidamente, as acções preconizadas visam:
- in situ, manter e recuperar as condições que permitem a existência da espécie no meio natural; neste contexto é necessário assegurar condições de abrigo e de alimento, pelo que se incluem aqui as acções de recuperação dos matagais mediterrânicos e o fomento das populações do coelho-bravo;
- ex-situ, face ao reduzidíssimo número de indivíduos existentes actualmente, evitar-se-ão mais perdas e, por reprodução em cativeiro, multiplicar-se-ão os indivíduos destinados a reforçar as populações existentes ou a fundar outras populações em áreas seleccionadas e onde a espécie tem condições de sobrevivência, por via das acções in-situ.

Voluntários para o projecto de conservação da Natureza no Seixal

Encontro Nacional de Educação Ambiental 2009


ASPEA - Associação Portuguesa de Educação Ambiental http://www.aspea.org/ , está a organizar as XVI Jornadas de Educação Ambiental que decorrerão nos próximos dias 30 e 31 de Janeiro de 2009, no Centro de Apoio Social do Porto.

Tendo por tema geral "Biosfera, espaço de aprendizagem" , as Jornadas incluirão a apresentação de comunicações técnicas, a realização de oficinas e grupos de trabalho, de visitas de estudo, e de jogos cooperativos e ambientais.
São destinatários deste evento educadores/professo res de todas as áreas e níveis de ensino, estudantes universitários, técnicos de ambiente e saúde ambiental, técnicos de autarquias e associações de defesa do ambiente, representantes de empresas da área do ambiente.

Os interessados neste importante encontro nacional de Educação Ambiental poderão aceder ao seu programa, a informação adicional e à respectiva ficha de inscrição através do site da ASPEA http://www.aspea.org/.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Formiga ameaça Portugal

Uma espécie de formiga está numa marcha triunfal sobre toda a Europa, ameaçando chegar a Portugal a qualquer momento. A pequena Lasius neglectus já atingiu o estatuto de praga em vários países, chegando mesmo a provocar curto-circuitos em habitações e arrasando jardins inteiros.

Descoberta apenas há 19 anos, em Budapeste, na Hungria, esta espécie tem surpreendido biólogos e investigadores com as suas características que fazem dela uma superpotência do mundo das formigas. 'Quando as vi pela primeira vez, não acreditei que pudessem existir tantas formigas num só jardim', disse Jacobus Boomsma, da Universidade de Copenhaga, que as identificou em 1990.

No primeiro estudo exaustivo sobre a espécie, concluiu-se que a expansão da formiga foi proporcionada pelo homem, através do comércio de plantas. A origem, porém, é ainda desconhecida, suspeitando-se que seja algures na região da Ásia Menor.

'Esta espécie é parecida com a formiga comum do jardim, por isso ninguém fica surpreendido por ver tantas em todo o lado', explicou Jacobus Boomsma, sublinhando que uma das características da Lasius neglectus é poder formar supercolónias dez a cem vezes superior às da formiga comum.

Estas supercolónias atingem centenas até milhares de quilómetros, exterminando as espécies nativas. Também o homem é afectado por este 'problema de dimensão global', conforme refere o relatório, recentemente publicado no ‘PLoS One’. Nos Estados Unidos, só a espécie invasora Formiga Vermelha provoca danos na ordem dos 750 milhões de dólares.

Fonte: site

domingo, 18 de janeiro de 2009

XIII - ENEB 2009

Cientistas recriam processo de evolução de moscas do vinagre e fazem-nas recuar no tempo


"Investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em colaboração com colegas norte-americanos, recriaram um processo de selecção natural numa população de moscas do vinagre e voltaram atrás no tempo numa experiência de reversão evolutiva. Os resultados deste trabalho, coordenado por Henrique Teotónio, responsável pelo Laboratório de Genética Evolutiva do IGC, vêm hoje publicados na edição online da revista Nature Genetics.


O estudo insere-se no caminho aberto pela teoria da evolução de Charles Darwin, descrita há 150 anos, e "demonstra uma parte dessa teoria que até agora toda a gente aceitava, mas nunca ninguém tinha confirmado do ponto de vista empírico", disse o investigador à agência Lusa. "A diferença é que quando fazemos experiências de evolução no laboratório estamos a observar a evolução a decorrer defronte dos nossos olhos, não é ir para a natureza e depois tentar inferir o que se passou", acrescentou. Henrique Teotónio e colegas da Universidade da Califórnia em Irvine usaram nestas experiências moscas de uma população selvagem de Drosophila melanogaster recolhida no Estado de Massachusetts (EUA) em 1975 e demonstraram pela primeira vez a ocorrência de um processo de selecção natural na variação genética dessa população.



Evoluções diferentes


A partir de 1980 as moscas foram mantidas em condições laboratoriais diferentes, o que fez com que mudassem de acordo com os ambientes a que foram expostas. "Mudando os ciclos de reprodução ou de sobrevivência através de condições de stress ambiental, como falta de comida ou falta de água, por exemplo, foi observado que as várias populações derivadas da original evoluíram de formas muito diferentes umas das outras", explicou o cientista.


Anos depois, em 1996, Henrique Teotónio começou a trabalhar com estas populações de moscas diferenciadas para as colocar de volta num ambiente próximo do original e estudar as suas alterações genéticas ao longo de 50 gerações, como parte do seu doutoramento na Universidade da Califórnia. "O que eu fiz foi pô-las num ambiente idêntico àquele em que foram colocadas em 1975, quando foram retiradas da natureza, a que chamamos de controlo ou ancestral" - explicou. O que aconteceu foi que, ao recuarem no tempo, "muitas voltaram ao estado ancestral, mas muitas não voltaram e fizeram-no a taxas diferentes durante as 50 gerações". As alterações foram observadas em termos de morfologia, metabolismo ou demografia, tendo esta parte do estudo sido já publicada em 2000 na revista Nature. Ao fim das 50 gerações, as moscas estavam perfeitamente adaptadas ao ambiente ancestral, e no entanto apresentavam características diferentes relativamente ao ancestral.


A variação estava lá


O trabalho agora publicado estudou a variação em sequências de DNA nestas populações e concluiu que "toda a variação genética já era preexistente, já lá estava no estado ancestral. É apenas uma mudança nas frequências relativas dessa variação genética que está por detrás da evolução das características que observámos anteriormente", sublinhou Henrique Teotónio.
A variação estava toda lá, mas, ao contrário do que se antecipava, não se registou uma reversão total ao estado ancestral em termos de frequências ao fim das 50 gerações. Segundo o investigador, "este estudo sugere que a formalização matemática da teoria evolutiva ainda é extremamente simples e como tal não preditiva". "Por definição a evolução é contingente no passado", afirmou. "O que conseguimos foi quantificar essa contingência". Henrique Teotónio, 36 anos, dedica-se plenamente à investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência, onde além do grupo de Genética Evolutiva dirige o programa de doutoramento em Ciências da Vida."




sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Visita ao Parque Biológico de Gaia

O Núcleo de Estudantes de Biologia da Universidade Lusófona (Bio.C.E.L.) irá realizar uma saída de campo ao Parque Biológico de Gaia, nos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2009.

O P.B.G. é um parque, constituído essencialmente, por espécies de animais típicas de Portugal. Os exemplares apresentados no parque são animais irrecuperáveis, que passaram pelo centro de recuperação do parque, para além daqueles que estão em condições de recuperação que lhes permitirá virem a ser libertados.

Programa:

O ponto de encontro é às 9.30 no local das camionetas da lusófona (no dia 27 de Fevereiro)

O regresso a Lisboa é no dia 28 de Fevereiro, sendo a hora de partida para Lisboa às 14 horas


NOTA: As refeições são iguais para todos os participantes

Estão incluídas uma visita nocturna pelo parque e um atelier

Número máximo de participantes: 25

Preço: 40,00€ (Para mais informações sobre como efectuar o pagamento, contactar o e-mail biocelcursosaidas@gmail.com)


Inscrições: Documento comprovativo de pagamento e dados pessoais (nome, B.I. ou Nº aluno - ULHT e e-mail pessoal), para o e-mail biocelcursosaidas@gmail.com, até data limite de inscrição.

Data limite de inscrição: 23 de Janeiro de 2009


NOTA: após a data limite, não será reembolsada qualquer desistência por parte de algum participante.

Théorie de l'évolution...‏



Esperamos não ferir susceptibilidades :) Interpretem isto apenas como uma piada evolucionista.

Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, 6ª edição


27 de Fevereiro a 1 de Março de 2009

O crescimento do interesse pela recuperação de animais silvestres em Portugal tem sido evidente nos últimos tempos. Por isso, a necessidade de formação que tem sido manifestada por técnicos, colaboradores e voluntários que trabalham ou pretendem trabalhar em recuperação de fauna silvestre em Portugal tem-se materializado numa grande adesão a diversos eventos relacionados com este tema que têm vindo a ser organizados no nosso país por diversas entidades.

O objectivo é continuar a dinamizar iniciativas que contribuam para dar resposta às exigências do trabalho que é desenvolvido nos centros de recuperação, que cada vez tem sido mais divulgado e que começa a ser considerado como uma importante ferramenta ao serviço da conservação da fauna silvestre portuguesa.


Programa:

Sexta-feira, 27 de Fevereiro (local: Gouveia)

17:00 - Abertura do secretariado e recepção dos participantes

18:00 – Abertura, apresentação do curso e das entidades organizadoras

18:30 – Módulo 1Tertúlia sobre Centros de Recuperação de Animais Silvestres

- Identificação de espécies mais frequentes em centros de recuperação
- Causas de ingresso mais comuns para cada espécie
- Particularidades e características relevantes para os procedimentos de recuperação - Visualização e discussão de vídeos e sítios na Internet

21:30 – Jantar - convívio


Sábado, 28 de Fevereiro (local: Gouveia)

10:00 - Módulo 2Introdução e Princípios Básicos
- Centros de Recuperação de Fauna Silvestre em Portugal
- Conceitos gerais básicos sobre a Recuperação de Fauna silvestre
- Aspectos relacionados com a Gestão e Funcionamento de um Centro de Recuperação
- Potencialidades e Responsabilidades de um Centro de Recuperação
- Recursos Bibliográficos, Internet e Oportunidades de Formação

11:30 – Intervalo

12:00 – Módulo 3 - Desenho e Estruturação de Instalações

- Espaços, material e equipamento necessário
- Enriquecimento ambiental
- Pontos críticos

13:00 – Pausa para Almoço

15:00 – Módulo 3Visita guiada às instalações do CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens no Parque Natural da Serra da Estrela em Gouveia
- Apresentação dos diferentes espaços de trabalho
- Discussão sobre trabalho desenvolvido e potencialidades futuras
- Identificação de pontos críticos

17:00 – Intervalo

17:30 - Módulo 4Manipulação de Animais Silvestres
- Captura, contenção e manuseamento de animais selvagens
- Aspectos relacionados com a Segurança e Protecção de animais e pessoas
- Particularidades relevantes de cada espécie que condicionam as técnicas utilizadas

18:30 – Módulo 5 - Exame Físico
- Aspectos anatómicos
- Aspectos fisiológicos
- Protocolos e sistematização de procedimentos

19:30 – Discussão e esclarecimentos de dúvidas

20:00 – Fim dos trabalhos

Domingo, 1 de Março (local: Seia - Centro de Interpretação da Serra da Estrela)

10:00 – Módulos 4 e 5 (cont.) – Treino de Técnicas de Manipulação e Exame Físico

12:30 – Pausa para Almoço

14:30 – Módulo 6 - Ligaduras
- Tipos de ligaduras e indicações para diferentes casos clínicos e espécies
- Treino das diferentes técnicas de aplicação de ligaduras
- Problemas e dificuldades mais frequentes

16:30 – Pausa para Café

17:00 – Módulo 7Fluidoterapia e Administração de Medicamentos e Alimentos
- A importância da avaliação de grau de desidratação e administração de fluidos
- Cálculo de doses
- Técnicas e vias de administração
- Alimentação em função da espécie e caso clínico
- Conceitos e técnicas de disponibilização de alimento
- Riscos e problemas mais frequentes

18:30 – Esclarecimento de dúvidas

19:00 – Encerramento do curso


PREÇOS*:

Até 18 de Fevereiro:
- Sócios da ALDEIA: 70€
- Não sócios: 80€

Após 18 de Fevereiro:
- Sócios da ALDEIA: 80€
- Não sócios: 90€

* Inclui:

- Participação no curso e respectivo certificado
- CD com a documentação

Inscrições – MODO DE PAGAMENTO:

- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição (brevemente disponível) para:
CERVAS / Parque Natural da Serra da Estrela Av. Bombeiros Voluntários, 8 6290-520 Gouveia

- TRANSFERÊNCIA*: NIB: 003504710001216793071 (Caixa Geral de Depósitos de Miranda do Douro)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada, ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com juntamente com a ficha de inscrição.

CONTACTOS:
CERVAS
Correio electrónico: cervas.pnse@gmail.com
Tel: 962714492 / 917895708

Retirado do site

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Workshop - Curriculum Vitae

21 Janeiro - ULHT - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

15h , Sala F.2.3

Apresentação:

O Workshop - Curriculum Vitae é um evento que permite aos participantes elaborar correctamente um Curriculum Vitae, de forma a procurar estágio/emprego.

Objectivos:

  • Dotar os participantes de conhecimento teóricos e práticos sobre o Curriculum Vitae;
  • Elaboração do Curriculum Vitae em Modelo Europeu;
  • Sensibilização para a importância da correcta redacção do Curriculum Vitae.

Conteúdos Programáticos:

  • O que é;
  • Para que serve;
  • Quando deve ser utilizado;
  • Tipos de Curriculum Vitae;
  • Etapas que devem ser seguidas antes e após a sua elabolação;
  • Elaboração o Curriculum Vitae.

Destinatários:

Estudantes e Diplomados da ULHT.

Organização:

DRIE - Direcção de Relações Internacionais, Estágios, Emprego e Empreendedorismo/SACEE - Serviço de Apoio à Criação de Emprego e Estágios.

Material:

Os participantes deverão deter as informações necessárias para a elaboração do seu Curriculum Vitae, que certifiquem as competências académicas e profissionais, entre outras.

Participação gratuita, sujeita a inscrição.

Agradece-se o preenchimento da ficha de inscrições até ao próximo dia 19 de Janeiro, para tal, envie um e-mail a sulicitar a ficha de inscrição através do mail: biolusofona@gmail.com

Para mais informações contactar:

Carmen Pereira

Manager

Serviço de Apoio à criação de Empregos e Estágios

carmen.pereira@ulusofona.pt

Cientistas a caminho de resolver o dilema de Darwin

Não posso dar uma resposta satisfatória à questão de porquê não se encontraram ricos depósitos fossilíferos pertencentes a estes períodos anteriores ao Câmbrico”. A frase é de Charles Darwin, e foi escrita, em 1859, resumindo aquilo que veio a ser conhecido como o “Darwin's Dilemma”: a ausência de fósseis do período pré-Câmbrico (período que designa, ainda, o tempo entre o nascimento da Terra e o aparecimento dos fósseis de animais).

Agora, um grupo de cientistas da Universidade de Oxford afirma ter uma solução para o “Dilema de Darwin”, descobrindo uma série de fósseis. Num documento publicado hoje no Journal of the Geological Society, Richard Callow e Martin Brasier do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Oxford orientaram-se pela teoria de selecção natural de Darwin e pelos dados que ele deixou no âmbito do seu dilema, ou seja, que no período câmbrico (há 542 milhões de anos) houve uma explosão de vida e um aumento subito de diversidade das espécies, embora nunca tenha encontrado provas fósseis anteriores.

O estudo centrou-se na formação rochosa de Shropshire, na Inglaterra, conhecido como o Supergrupo Long Mynd, que já tinha sido analisado no tempo de Darwin pelo geólogo J.W. Salter. Suspeitava que elas tivessem registos de vida pré-câmbrico, mas não conseguiu ir além de pequenos vestígios de marcas deixadas por organismos – aos quais Darwin deu nota n'“A Origem das Espécies”.

Richard Callow e Martin Brasier utilizaram as recolhas originais de J.W. Salter, bem como novas amostras recolhidas em Long Mynd, que pela primeira vez revelaram uma série de fósseis microscópicos em excelente estado de preservação. Segundo revelam os dados publicados, os fósseis representam uma grande variedade de vida micro do período Ediacarano, imediatamente anterior ao Câmbrico. Os dados publicados indicam que os fósseis estavam bem preservados. Alguns tinham ficado comprimidos por debaixo de capas de sedimentos, até formarem uma película de resíduos sobre a rocha, outros estavam conservados tridimensionalmente por petrificação. Havia também os que se tinham conservado em forma de impressões e moldes dentro das capas de sedimentos.

Darwin entendia que os fósseis do período pré-Câmbrico acabariam por ser encontrados, considerando que havia um enxame de seres vivos, mas só agora, depois de o dilema ter dado muito trabalho aos cientistas é que se prevê a sua solução.

Fonte: site

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cientista britânico suicida David Kelly inspira mini-ópera

Londres, 14 Jan (Lusa) - O cientista britânico David Kelly, que se suicidou em 2003, aos 59 anos, depois de ter denunciado excessos do governo trabalhista de Tony Bliar na questão das supostas armas de destruição maciça do Iraque, inspirou um mini-ópera.
tamanho da letra


O libreto da ópera, escrito pela autora teatral Zinnie Harris e intitulado "Morte de um cientista", uerte de un Científico", mostra um homem "em crise que se encontra à beira do precipício sem saber para onde saltar".
Harris explicou à imprensa escocesa que decidiu explorar a morte de doutor Kelly porque a sua história é bem conhecida da audiência e o seu suicídio representou um momento muito importante da recente história política do Reino Unido.
Kelly, ex-inspector da ONU no Iraque e assesor do governo britânico em armas biológicas, foi acusado de ser a fonte de uma notícia da BBC que falava das provas exageradas que justificaram o ataque ao Iraque.
O funcionário britânico tinha sido submetido, alguns dias antes, a um duro interrogatório ante a Comissão parlamentar que investigava as provas do governo sobre o Iraque.
"Morte de um cientista", com a duração de apenas 15 minutos, foi composta por John Harris e tem estreia marcada para 21 de Fevereiro em Glasgow, juntamente com outras quatro mini-óperas.


Fonte:http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=382490&visual=26&tema=5

Jobshop - Feira de Emprego - Engenharia

Vimos por este meio divulgar a Jobshop - Feira de Emprego - Engenharia que terá lugar no próximo dia 12 de Março , no Auditório Agostinho da Silva, uma iniciativa inserida no plano de actividades do SACEE - Serviço de Apoio à Criação de Emprego e Estágios, um Serviço da DRIE - Direcção de Relações Internacionais, Estágios, Emprego e Empreendedorismo do grupo Lusófona.
À semelhança do ocorrido em eventos anteriores desta natureza, a Jobshop é uma iniciativa com o objectivo de aproximar a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e dos seus alunos e diplomados das Empresas e demais Instituições.
Este evento permite esta aproximação e dar a conhecer aos alunos e diplomados da Universidade e do Grupo Lusófona, as oportunidades de emprego e estágio existentes no mercado de trabalho e quais as competências necessárias para um ingresso e carreira de sucesso, bem como, as diferentes saídas profissionais possíveis para os diversos cursos de Engenharia.
Para mais informações contactar:
Cristina Matos Lopes
Coodenadora
Serviço de Apoio à Criação de Emprego e Estágios/Career & Internshio Support Office
DRIE - Direcção de Relações Internacionais, Estágios, Emprego e Empreendorismo
Internacional,Career & Entrepreneurship

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Bioquímica dos processos amorosos pode tornar viável um elixir do amor


Neurocientistas norte-americanos que estudam a bioquímica dos processos amorosos publicam na edição desta semana da revista Nature um estudo que pode abrir caminho ao desenvolvimento de fármacos para aumentar ou diminuir atracção sexual.

Não se trata de uma investigação poética, nem particularmente romântica, como advertem os editores da revista, já que se trata de dissecar emoções em cadeias de processos bioquímicos.


"A análise dos mecanismos cerebrais ajudou no passado a desenvolver terapias farmacológicas contra a ansiedade, as fobias ou as desordens pós-traumáticas. Agora ajudam a esclarecer o que é o amor", diz Larry Young, principal autor do estudo.

Os investigadores comprovaram que a ligação entre uma ovelha e o seu cordeiro ou entre um macaco e a sua cria é a mesma que existe nos seres humanos e resulta basicamente de uma descarga de oxitocina (uma hormona), refere este neurocientista do Centro de Investigações sobre Primatas de Yerkes, em Atlanta (Geórgia).

Convite a... ligações

Esta hormona favorece os comportamentos maternais, já que ao ser injectada numa ovelha leva-a a ligar-se imediatamente a uma cria, mesmo que não seja sua, e o mesmo se passa com aos ratos fêmeas, que se ligam ao macho mais próximo quando recebem a dose adequada.

A oxitocina precisa no entanto de outro neurotransmissor, a dopamina, da qual resulta a recompensa e a motivação de determinado comportamento. Esta hormona aumenta com a cocaína, a heroína ou a nicotina e favorece a euforia e a habituação a um produto.

Os cientistas observaram que algumas regiões do cérebro relacionadas com a dopamina se activam quando uma mãe vê fotos de um filho ou alguém vê a imagem do namorado.

O gene da crise conjugal?

Na perspectiva de Larry Young, "talvez este vínculo com o parceiro tenha origem numa ligação maternal subjacente no cérebro e seja por isso que os peitos sejam um estímulo erótico para os varões, do mesmo modo que estimular a nuca ou os mamilos durante o acto sexual faz disparar a oxitocina e consolida o laço emocional na parte feminina".

Para os homens há outros caminhos neuroquímicos, sendo que a hormona vasopressina potencia nos ratos a união ao par, a agressão aos rivais e os instintos paternais. Os cientistas comprovaram também que uma mutação do gene AVPRI 1A, receptor desta hormona, faz variar a qualidade das relações amorosas.

Segundo as conclusões do estudo, os homens portadores de uma variante daquele gene têm o dobro das probabilidades de ficar solteiros e, quando se casam, de terem rapidamente uma crise conjugal.

Por ajudar a compreender os mecanismos bioquímicos e genéticos do amor, este trabalho abre a possibilidade de se desenvolverem fármacos capazes de provocar sentimentos de amor ou desamor, tornando menos fictício o conceito de um "elixir do amor", pronto a desatar paixões em corações empedernidos.

Fonte: Ciência Hoje

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Desaparecimento dos mamutes foi provocado por queda de meteoritos

Solos ricos em fragmentos de diamantes de origem cósmica descobertos em seis locais na América do Norte confirmam a teoria de que uma queda de meteoritos terá provocado um período glaciar responsável pela extinção dos mamutes.

"Estas descobertas constituem uma indicação sólida do impacto de meteoritos há 12.900 anos com enormes consequências ambientais em plantas, animais e seres humanos no conjunto do território norte-americano", explica o arqueólogo Douglas Kenneth, da Universidade de Oregon, um dos autores deste novo estudo publicado na última edição da revista Science.

Em Outubro de 2007, uma equipa de 26 investigadores pertencentes a 16 instituições tinha avançado a teoria da queda de vários cometas para explicar o período glaciar de 1.300 anos aparentemente responsável pela extinção de várias espécies animais, entre as quais os mamutes, bem como pela fragmentação da cultura pré-histórica de Clóvis, uma das mais antigas que habitaram no continente americano.

Esse estudo tinha sido publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Uma das camadas de sedimentos ricos em nano-diamantes de origem cósmica descobertas cobria directamente vestígios da cultura Clóvis no sítio arqueológico de Murray Springs, no Arizona.

Esses nano-diamantes formam-se a elevadas temperaturas e sob fortes pressões criadas por um impacto cósmico e encontram-se na composição dos meteoritos. Podem ser produzidos na Terra, mas só sob efeito de uma forte explosão ou por vaporização química.

Além de Murray Springs, foram encontradas fortes concentrações de nano-diamantes de origem cósmica em Bull Creek (Oklahoma), Gainey (Michigan), Topper (Carolina do Sul), bem como no Canadá em Lake Hind (Manitoba) e Chobot (Alberta).

O novo trabalho foi publicado na edição de 2 de Janeiro da revista Science.

Fonte: site

domingo, 11 de janeiro de 2009

Raro mamífero venenoso


"Quase desconhecido e ameaçado de extinção, o raro mamífero Solenodon paradoxus, que vive no Caribe, foi filmado por uma equipe de cientistas do Jardim Zoológico de Londres. O solenodon injecta veneno nas suas vítimas ao mordê-las, e está ameaçado pela caça, desflorestamento e pela presença de espécies exóticas no seu hábitat, a Ilha de Hispaniola, dividida entre Haiti e República Dominicana.

As imagens foram feitas em meados de 2008, durante uma expedição à República Dominicana. "Trata-se de uma criatura impressionante", disse o pesquisador Sam Tuvey, do Jardim Zoológico referido. "É um dos mamíferos evolucionariamente mais diferentes do mundo. Com a outra espécie de solenodon, o Solenodon cubanus, encontrado em Cuba, trata-se do único mamífero vivo que injecta veneno na presa por meio de dentes especializados".

Essa característica, explica ele, só aparece em outros mamíferos no registro fóssil.

Pesquisadores conseguiram medir o espécime filmado, e retirar amostras de DNA, antes de devolvê-lo à natureza. Recentemente, cientistas descobriram uma população de solenodons vivendo no Haiti onde, se acreditava que a espécie já estava extinta."




sábado, 10 de janeiro de 2009

Viagra ajuda proteína que defende coração da tensão arterial alta

David Kass liderou a investigação
David Kass liderou a investigação
Investigadores descobriram que o medicamento Sildenafil (substância activa do Viagra) ajuda uma proteína que defende o coração dos danos causados pela tensão arterial alta, de acordo com um artigo publicado ontem no Jornal da Investigação Clínica.

As conclusões da equipa de investigadores do hospital da Universidade de Johns Hopkins de Baltimore (Maryland) e outros centros ajudam a explicar porque o medicamento, que se tornou popular na década passada para o tratamento da disfunção sexual masculina, melhora o coração.


A chave, segundo os investigadores, está no efeito do Sildenafil numa proteína, a RGS2, recentemente identificada como um elo essencial na cadeira de reacções que impedem a insuficiência cardíaca.

Os especialistas de cardiologia, que fizeram as experiências em ratos, apuraram que, depois de uma semana de pressão alta arterial induzida, os corações dos animais - modificados geneticamente para não terem a RGS2 - aumentaram de peso rapidamente em 90 por cento dos casos. Metade dos animais morreu por insuficiência cardíaca.

Pelo contrário, nos ratos com a RGS2, a perigosa expansão do músculo, conhecida como hipertrofia, tardou e o crescimento foi de apenas 30 por cento, não tendo nenhum dos roedores morrido.

Posteriormente, testes aos animais hipersensíveis e que tinham a RGS2 com Sildenafil mostraram uma protecção maior, com menos grau de hipertrofia, contracção e relaxamento mais intenso do músculo cardíaco e quase dez vezes menos de actividade das enzimas relacionadas com o stress, em comparação com os outros ratos não tratados.

Nos ratos que não tinham a RGS2, o Sildenafil não revelou quaisquer efeitos.

"O Sildenafil prolonga claramente os efeitos protectores da RGS2 nos corações dos ratos”, assinalou o investigador principal e cardiologista David Kass.

David Kass, que é professor na Escola de Medicina da Universidade John Hopkins (Baltimore, Maryland) e no Instituto Vascular y Cardíaco, sustenta que a RGS2 é estimulada por una enzima, a proteína kinasa G, cuja acção aumenta ao contrastar a actividade de outra enzima, a fosfodiesterasa 5.

Fonte: site

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Nasceu o primeiro bebé sem o gene do cancro da mama

Nasceu o primeiro bebé britânico seleccionado geneticamente para não carregar um dos genes que predispõe o padecimento no futuro de cancro da mama, informou o hospital da University College, em Londres, onde decorreu o parto.

Devido ao elevado número de casos de tumor na família do pai ao longo das últimas três gerações (avó, mãe, irmã e prima), o casal decidiu submeter-se a um diagnóstico genético preimplantacional.

A mãe e a menina estão «bem», referiu a equipa responsável pelo tratamento que impediu que o pai transmitisse à filha o gene BRCA1, que predispõe o padecimento de tumor.

«A menina não terá que enfrentar o risco desta carga genética de cancro da mama ou do ovário quando for adulta», referiu Paul Serhal, director da Unidade de Reprodução Assistida do hospital.

Sem a intervenção da ciência, a menina teria tido uma probabilidade de entre 50% a 80% de contrair cancro. No entanto, o método não apresenta um índice de eficácia de 100%, o que motivou a equipa a escolher apenas embriões que estavam livres do gene.


Fonte: site

Visita ao CIIMAR - Centro de Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental - Porto


O CIIMAR dedica-se à investigação e à difusão e transferência de tecnologia na área de Ciências Marinhas. Tem como principal objectivo, o desenvolvimento da investigação fundamental e aplicada sobre os processos que ocorrem nos ecossistemas aquáticos, incluindo o estudo dos impactos das actividades humanas sobre estes ecossistemas.Está organizado em 30 laboratórios dispostos em duas divisões e quatro linhas de investigação.

Divisão 1:
Conservação e Gestão de Ecossistemas AquáticosEcologia, Biodiversidade e Gestão de Ecossistemas AquáticosQuímica Ambiental e Toxicologia

Divisão 2:Aquacultura marinha e BiotecnologiaBiologia Marinha e Biotecnologias
O CIIMAR oferece também cursos de pós-graduação para alunos de formação em vários domínios ligados à área da Marinha e Ambiental. O número total de investigadores e estudantes que trabalham neste momento no CIMAR (Porto e Algarve) é de aproximadamente 400.

Data da visita: 16 Janeiro (6ª-feira) Nº máximo de inscritos: 25 Horário da visita: 11h/12h30 e 14h/15h

Horário previsto de partida: 7h30 Horário previsto de chegada: 18h00 Laboratórios que a ser visitados:

1. Lab. Imunobiologia

2. Lab. Ecotoxicologia Augusto Nobre

3. Lab. Nutrição, crescimento e Qualidade

4. Lab. Microbiologia Aplicada

5. Lab. Ecotoxicologia

6. Lab. Biodiversidade Costeira

7. Lab. Lab. Ecofisiologia

8. Lab. Toxicologia Ambiental

9. Lab. Biologia Celular e Molecular

10. Lab. Química

11. BOGA (Biotério de OrGanismos Aquáticos

Preço: 6€ Pagamento: por transferência bancária (NIB: 000 700 000 038 569 906 423)

Envio do documento comprovativo de pagamento e dados pessoais (Nome, B.I ou nº de aluno (ULHT), Curso, instituição a que pertence, nº de telefone) para o e-mail biocelcursosaidas@gmail.com até dia 14 de Janeiro.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Curso de Filogenética Prática

Curso de Filogenética Prática (9 a 13 de Fevereiro de 2009)
Centro de Biologia Ambiental
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Formador: Prof. Octávio Paulo

A Filogenética é uma das áreas científicas das Ciências da Vida que mais tem crescido e evoluido metodologicamente nos últimos anos. As suas aplicações vão hoje desde o estudo da evolução das espécies e populações animais até às mais inesperadas, como o averiguar da origem do vírus da Sida ou dos ciclos sazonais de Gripe.
O presente curso é destinado a estudantes ou profissionais que pretendam iniciar-se na análise filogenética e também a investigadores já com alguma experiência mas que queiram aprofundar e actualizar os seus conhecimentos. O curso consistirá em aulas teóricas alternadas com aulas práticas de utilização de software. Encorajam-se os participantes que tenham dados de sequências a trazê-los para análise.
O programa detalhado e o formulário de inscrição poderão ser obtidos em http://cobig2.fc.ul.pt/Phylogenetics.htm
O valor da inscrição é de 250 euros (150 euros para estudante). Inclui a utilização de computadores nos módulos práticos e, no final do curso, um CD com material referente ao curso.
O curso terá um número máximo de 20 participantes por ordem de inscrição.

E-mail de contacto: octavio.paulo@fc.ul.pt

Esponja marinha pode ser solução para tratar malária cerebral e cancro

A plataforma tecnológica de rastreio de alto débito da Bioalvo – empresa biofarmacêutica – permitiu a identificação de um extracto natural obtido a partir de uma esponja (Erylus sp), encontrada a 40 metros de profundidade no Banco de Gorringe, com actividade no tratamento da malária cerebral e cancro. Trata-se de uma área do Oceano Atlântico situada de 120 milhas marítimas a oeste-sudoeste do Cabo de São Vicente que tem sido visitada por diversas vezes por investigadores portugueses.

No âmbito de uma colaboração com o Instituto Português de Malacologia (IPM), a Bioalvo analisou extractos naturais provenientes de várias criaturas marinhas típicas da costa portuguesa. A utilização da sua tecnologia GPS D2, nomeadamente a sua aplicação Blockade (uma das plataformas da tecnologia), permitiu a identificação de compostos com capacidade de inibir a enzima indolamina 2,3 desoxigenase (IDO).


A aplicação de rastreio de alto débito Blockade utiliza a versão humana do alvo IDO para efectuar o rastreio de compostos com potencial farmacêutico. Esta proteína tem um papel chave em várias doenças, entre a quais a malária cerebral e o cancro, pelo que o rastreio contra este alvo permite a identificação de compostos com efeito terapêutico no combate a estas relevantes doenças.

Banco de Gorringe
Segundo Luís Amado, Chief Business Development Officer da Bioalvo, “a tecnologia desenvolvida permite identificar compostos que possam ter uma actividade em certos alvos para determinar doenças adicionando uma proteína dentro de leveduras de maneira a que se constitua uma idêntica à que existe no corpo humano”.

O extracto de esponja encontrado contém compostos com capacidade moduladora da actividade de IDO, pelo que constitui uma valiosa fonte a partir da qual promissores candidatos para o tratamento de doenças como a malária cerebral e cancro poderão ser identificados.

“Verificamos que elementos da fauna costeira tinham um composto interessante e poderá vir a ser desenvolvidos num medicamento, mas haverá ainda um longo trabalho pela frente”, assinalou Luís Amado.

Tecnologia identificadora

Os resultados recentemente obtidos são o espelho do interesse desta colaboração nacional na qual o uso da tecnologia desenvolvida pela Bioalvo, em conjugação com os compostos naturais do IPM, permitiu a identificação de potenciais candidatos a novos medicamentos para tratamento de doenças ainda sem terapêutica adequada.

Luís Amado referiu que “os recentes resultados confirmam, mais uma vez, o valor desta tecnologia na identificação de potenciais soluções para o tratamento de doenças ainda sem qualquer terapêutica adequada e o robot, que trabalha 24 horas por dia, consegue ter um débito semelhante ao da identificação de compostos na fase inicial sem a adição de organismos vivos”.

Esta colaboração é mais um exemplo da capacidade da empresa farmacêutica para estabelecer parcerias com os grupos de investigação de qualidade existentes em Portugal, nomeadamente, “utilizando a sua valiosa plataforma tecnológica para potenciar os recursos naturais e as capacidades científicas nacionais através do desenvolvimento de novos medicamentos.”

Gonçalo Calado, biólogo marinho e presidente do IPM declarou que “o interesse pela descoberta de novos fármacos de origem marinha no nosso país está a dar, agora, o seu primeiro passo de gigante. Convictos de que a identificação de um bom mecanismo de defesa química, na natureza, vale muito mais do que começar do zero no laboratório, iniciámos, há cinco anos no IPM, um projecto de aquacultura de lesmas-do-mar com interesse farmacológico cujos ensinamentos possibilitaram a bioprospecção de espécies de outros grupos de invertebrados marinhos. Nesta parceria com a Bioalvo é agora possível dar o seguimento desejado a estas ideias”.

Informação retirada de: site

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Via Láctea é maior, mais densa e mais veloz do que se pensava

Cientistas norte-americanos descobriram que a Via Láctea é 15 por cento maior em largura, 50 por cento mais densa e gira a uma velocidade quase 15por cento maior do que se pensava anteriormente.



Estes dados foram apresentados por investigadores do Obervatório Nacional de Rádio e Astronomia e do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian numa reunião da Sociedade Americana de Astronomia realizada em Long Beach, Califórnia.

Por ter mais massa e ser mais veloz, tem também maior força gravitacional, sendo por isso maiores as possibilidades de colidir com galáxias vizinhas, como Andrómeda, mais cedo do que se previa, embora ainda a milhares de milhões de anos luz de distância, advertem os investigadores.

"Antes pensávamos que a Andrómeda era dominante e que nós éramos a irmã mais nova", afirmou Mark Reid, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. "Agora é mais provável que sejamos irmãs gémeas". O facto de as observações científicas serem feitas do interior da galáxia dificulta as medições e o estudo da sua estrutura, o que se torna mais fácil em relação às restantes galáxias.

Antes, o valor das magnitudes da Via Láctea era calculado a partir de medições indirectas, mas os rádio-telescópios VLBA da Fundação de Ciência Nacional dos Estados Unidos já conseguem registar imagens de alta qualidade e fazer medições directas de distâncias e movimentos independentemente de outros factores, como o brilho.

Nas imagens captadas pelos rádio-telescópios, os cientistas localizaram na Via Láctea regiões de profusa criação de estrelas em que as moléculas gasosas aumentam as emissões de rádio. Essas áreas servem de marcas brilhantes para o rádio-telescópio, o que permite determinar os movimentos tridimensionais dessas regiões, que na sua maioria não seguem um caminho circular à medida que se movem pela galáxia, mas elíptico e a uma velocidade inferior às descritas pelas outras regiões.

Foi assim possível calcular que a velocidade a que a Via Láctea gira em torno do seu centro é de 914.000 quilómetros por hora, 15 por cento mais do que os 791.800 quilómetros por hora que eram aceites como medida durante décadas. A equipa de investigadores sugeriu também que a galáxia tem quatro braços de gás e pó em espiral em que se formam estrelas, e não dois.

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Descoberta de nova espécie de iguana cor-de-rosa pode alterar história da evolução nas Galápagos


Uma equipa de cientistas italianos anunciou ter descoberto que um tipo de iguana cor-de-rosa nas Ilhas Galápagos pode alterar a história da Evolução das Espécies. O animal passou despercebido a Charles Darwin durante a sua visita ao arquipélago e foi a partir de estudos de iguanas, pintassilgos e tartarugas, em 1835, que o naturalista britânico desenvolveu a teoria da evolução das espécies por selecção natural.

A equipa internacional de pesquisadores acaba de corrigir esse desconhecimento ao mostrar que esta iguana pertence a um grupo distinto dos outros répteis do género que habitam as ilhas. A descoberta descreve os animais às riscas pretas – vistos pela primeira vez em 1986 e avistados poucas vezes mais – como uma nova espécie, segundo referiu Gabriele Gentile, líder do estudo e docente da Universidade Tor Vergata, em Roma, onde está ligado ao Programma Rientro dei Cervelli.

Os investigadores avançaram ainda que esta espécie pode ajudar a compreender a evolução na remota ilha. Muitos destes animais não foram encontrados em mais nenhum local. “Apesar de toda a atenção que lhes foi dada, as Galápagos não deixam de oferecer novidades evolucionárias”, escreveram Gentile e a sua equipa na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O artigo publicado indica que o animal rosado "se separou" das outras espécies de iguanas há 5,7 milhões de anos.

"Naquela época, as ilhas do oeste das Galápagos não existiam", disse Gentile. "Trata-se de um enigma, porque agora a iguana rosada vive numa pequena parte da ilha de Isabela que se formou há menos de 500 mil anos." Segundo o líder da equipa de investigadores, mesmo as partes mais antigas do arquipélago podem ter menos de cinco milhões de anos.

Os cientistas italianos reuniram provas que sugerem que o réptil descoberto não é uma variação das iguanas mais conhecidas das Galápagos, como o amarelo Conolophus subcristatus, mas sim um grupo separado. Só em 2000 é que esta nova espécie começou a ser analisada por investigadores.

Hoje, as iguanas cor-de-rosa, que têm mais de um metro de comprimento e pesam 12 quilos, parecem viver apenas junto a um único vulcão, que tem cerca de 350 mil anos.




Laboratório da evolução


As Galápagos, um conjunto de ilhas vulcânicas que pertencem ao Equador, são conhecidas como um verdadeiro laboratório da evolução: graças ao isolamento progressivo, numerosas espécies de aves, répteis e outros animais e plantas foram-se diferenciando. Só entre as iguanas terrestres (há também as marinhas) já existiam duas espécies oficialmente reconhecidas pela ciência.

Não fomos os primeiros a avistar este animal, mas somos os primeiros a descrevê-lo e a dizer que se tratava de uma nova espécie”, disse Gentile à agência Reuters, numa entrevista por telefone.

O cientista diz que a explicação para o seu aparecimento pode dever-se ao facto de alguns vulcões, que agora estão no fundo do mar, estarem acima da superfície quando estes primeiros bichos marinhos chegaram – o que permitiu que alguns subissem para a terra firme e começassem uma evolução separada. Análises já realizadas com o DNA de iguanas mostrou que as espécies terrestres se originaram a partir das marinhas há dez milhões anos.

Segundo Gentile, a população é bastante reduzida, existem menos de cem répteis cor-de-rosa e a espécie está ameaçada de extinção. Os investigadores documentaram menos de 40 iguanas durante dois anos e sugerem que esforços e fundos para a conservação da espécie se tornaram urgentes.

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